
Segundo Erik Qualman em 2020, uma pessoa teve mais conversas com bots do que com seu cônjuge. Um de cada três relacionamentos começam no mundo online, e uma informação ainda mais estranha, são mais pessoas hoje com seu próprio celular do que com sua própria escova de dentes.
Se levássemos as plataformas digitais para uma comparação de escala mundial poderíamos considerar que se o Facebook fosse um país, seria o maior do mundo em população, com mais de 2,4 bilhões de usuários; o Youtube seria o segundo; WhatsApp seria o terceiro, com 1,5 bilhão de usuários; a China seria o quarto e o Instagram ficaria em quinto lugar, seguido pela Índia, Twitter, Estados Unidos e Amazon, respectivamente.
Duas de cada três pessoas ficam sabendo das notícias por meio das redes sociais. As pessoas confiam mais na Amazon do que seu próprio Banco. Mais de 90% das decisões são influenciadas pelas redes sociais.
Tempos de incerteza, como os que hoje vivemos, exigem que as empresas tenham grande agilidade organizacional. O “novo normal”, o “ágil” é administrar os negócios com eficácia em tempos de incerteza e volatilidade. Portanto, à medida que avançamos para esta nova década, o papel da tecnologia na transformação dos negócios continuará a se expandir exponencialmente.
Algumas das questões que enfrentamos são: como é possível criar uma arquitetura adaptativa olhando cada vez mais para o amanhã, mas sendo implementada no hoje? Como podemos equilibrar estabilidade e flexibilidade?
A agilidade organizacional é a base principal essencial de qualquer empresa que queira prosperar independentemente dos novos cenários que vão surgindo, o que só é possível com um modelo de negócio com processos totalmente digitalizados. Assim, a transformação digital, mais do que nunca, é uma necessidade básica, ao contrário de alguns anos atrás, quando era um elemento desejável, mas não obrigatório.
As organizações digitais alcançam melhores resultados financeiros. Dado o clima econômico atual, a transformação digital se concentrará cada vez mais na obtenção de resultados financeiros. Podemos observar por diversos estudos que as organizações que priorizam o digital são duas vezes mais lucrativas e geram até mais de 8 vezes mais receita do que seus pares não digitais na indústria, segundo o “Adaptable Architecture: The Backbone for Digital Business Models” da IDC.
O poder da tecnologia é tal que permitiu que empresas nascidas “na garagem” se tornassem líderes de mercado no espaço de alguns anos. Organizações tradicionais de todos os tamanhos também estão se esforçando para aproveitar esse poder e se tornarem negócios digitais. Deve-se observar que uma estratégia de digitalização bem-sucedida requer uma reinvenção dos processos básicos de negócios, onde eles se tornam inteligentes, integrados e automatizados.
A gente não tem opção sobre a transformação digital, a opção é que tão bem nós como executivos a faremos.

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Fabrizio Gutiérrez, 32, é mexicano e residente no Brasil há 14 anos. É especialista em Cultura Organizacional, Gestão de Projetos e Certificado em Gestor de Dados e Felicidade Corporativa. Atuação em Growth & Marketing, Gestão de Pessoas e Melhoria Contínua.









