Saber escolher as batalhas que vai travar diz mais sobre sucesso na guerra que a luta

Saber escolher as batalhas que vai travar diz mais sobre sucesso na guerra que a luta

Era um sábado como qualquer um, estava em aula de inglês, rotina. Quando uma intensa dor de cabeça se apoderou de mim, a vista ficou turba, meus pés começaram a formigar, fiquei gelado, a pressão baixou e a enxaqueca não me permitia mais estar em pé e nem sentado. Foi aí quando percebi, que tinha levado meu corpo ao esgotamento extremo, foi aí quando percebi que o corpo começou lá trás dizendo um “não” e você não ouvi, chegou um momento que ele falou um BASTA!

Mas por que agora?

Na altura e até hoje, na minha vida fiz o que é necessário para oferecer o melhor de mim para todos: trabalho, CrossFit, amigos, estudos, no meu dia a dia. Sempre procurei resolver os meus problemas e ajuda aos outros com os deles, acreditava muito que na vida precisamos criar uma cadeia de favores, esta é a melhor estratégia para um mundo melhor. Isso se tornou um estilo de vida, um hábito. Embora não seja perfeito, sempre procurei a excelência e, o objetivando em eliminar o aborrecimento dos nossos para concentrar a minha energia onde criam valor. Os negócios, como tudo na vida, têm seus altos e baixos. Na minha carreira, não realizei todos os meus sonhos. Embora isso possa ser considerado um revés, hoje sei que quando caí, levantei-me e aprendi. Quando você perder, não perca a lição. Se existe um grande mestre da vida, é o fracasso. Os contratempos são importantes se você estiver no processo de aprendizagem. O segredo não está em cair muitas vezes, mas em se levantar e sair fortalecido. Iremos errar – não uma, nem duas vezes, nem três vezes … milhares de vezes!

Afinal, sua meta é aprender, não provar que é inteligente.

Excelência é sofrimento, isso vejo na minha cabeça naquele exato momento de dor. A excelência – nos esportes, na música, nos negócios – exige esforço (é difícil, dolorosa, torturante, esgotante) por um longo período (não uma semana nem um mês, mas uma década). Mas de onde essa procura excessiva pela excelência? Ela tem se tornado a eterna assíntota. Para entender a última lei da excelência, é preciso saber um pouco de álgebra e um pouco de história da arte.

Da álgebra, você talvez se lembre do conceito de assíntota. Se não, pode ser que o reconheça abaixo. Uma assíntota (neste caso, uma assíntota horizontal) é uma linha reta da qual uma linha curva se aproxima, sem nunca a alcançar.

Esta é a natureza da excelência: A excelência é uma assíntota. Você pode se aproximar dela. Pode se voltar para ela. Pode estar bem perto de chegar, bem perto dela mesmo. Mas, nunca conseguirá tocá-la. A excelência é impossível de se concretizar plenamente. Isto precisa ser consciente nas nossas vidas.

Talvez o maior golfista de todos os tempos, Tiger Woods, disse claramente que pode – que deve – melhorar. Disse isso quando era amador. Dirá depois de sua melhor competição ou ao final de sua melhor temporada. Ele está perseguindo a excelência.

Como diz Carol Dweck: “O esforço é uma das coisas que dão sentido à vida. Esforço significa que você se importa com algo, que algo é importante para você e que você está disposto a trabalhar por aquilo. A existência humana seria pobre se não estivéssemos dispostos a valorizar certas coisas e nos empenharmos por elas.”

Crescia sempre com a ideia na cabeça que Deus dá grandes batalhas para grandes guerreiros, mas para hoje após este episodio fica mais claro a frase que, meu amigo e irmão de vida, Fernando Carreiro, me disse naquele dia, naquela tarde: “saber escolher as batalhas que você vai travar diz mais sobre sucesso na guerra”.

Quando você achar que falhou, pare por um minuto e pergunte-se: o que é o fracasso? Não é quando você não atinge seu objetivo; não é alcançar os objetivos e não aprender com a experiência – esse é o verdadeiro fracasso! Na próxima vez que você cair, levante-se e lembre-se de que não há falhas; eles são apenas caminhos e todos nós estamos caminhando por eles. O tropeço e a perseverança farão você crescer, e todos nós já passamos por isso.

A luta e a procura da excelência faz parte da nossa vida, mas demanda tempo e energia. Por isso, não devemos assumir todas as batalhas ao nosso redor. Antes de qualquer coisa se pergunte 3 coisas?

  1. Essas batalhas são minhas?
  2. Qual é o sentido desta batalha?
  3. Esta batalha vai em contra dos meus princípios?

E você, sabe escolher suas batalhas?

Fabrizio Gutierrez
Fabrizio Gutierrez
Fabrizio Gutierrez, mexicano, capixaba de coração. Administrador de Empresas com MBA Internacional em Gestão de Projetos pela Universidade Irvine da Califórnia e pela FVG, tem certificação em PMP, DPO e CHO. Professor convidado de pós-graduação da FAESA. Atualmente é Head de Operações, Cultura e Pessoas do LiftBank.

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