Por que a educação financeira pode se tornar um caminho para igualdade de gênero?

Por que a educação financeira pode se tornar um caminho para igualdade de gênero?

Hoje queria falar um pouco sobre a importância da educação financeira nas nossas vidas. Desde que eu tenho conhecimento sobre o que eu queria trabalhar quando fosse adulto, algo tinha muito presente, não seria na área bancária ou financeira, eu tinha uma certa aversão a bancos desde que era criança: filas quilométricas, cheques sem conseguir compensar por pontos burocráticas, cartões que ficavam presos nos caixas eletrônicos, senhas que precisava desbloquear de forma física, e cada processo eram horas!

Mas, com o passar do tempo entendi mais a fundo que educação é um pilar fundamental para alcançar a igualdade em geral e a igualdade de gênero em particular. Quando falamos em educação financeira, devemos nos perguntar se realmente sabemos o que é finanças. Normalmente, as pessoas têm uma visão única das finanças. A maioria pensa que são dias bancários intermináveis como vivenciei ou, talvez, apenas profissionais em busca de como podem aumentar seus ativos. Porém, neste campo existem muitas áreas diferentes, todas elas interessantes e que estão presentes no nosso dia a dia.

O assunto é ainda é algo que não se discuta abertamente em casa, nem se ensina nas escolas. Isso contribui para o fato de que o dinheiro continua sendo um tabu em muitas culturas, algo ruim em muitas outras. Consultamos nossos amigos sobre muitas decisões, pedimos conselhos na hora de comprar um novo celular, no entanto, questões econômicas geralmente não são compartilhadas.

Por que uma carreira em finanças?
É fato que as mulheres foram e ainda são sub-representadas no setor financeiro. Estudos recentes mostram que entre os cargos de chefia em capital de risco e private equity, as mulheres ocupam apenas 9% e 6% desses cargos, respectivamente. Em outros setores, como direito, relações internacionais, medicina e meio acadêmico, a diferença não é tão grande. Mas foram três mulheres que durante minha careira profissional me inspiraram a seguir o caminho das Fintechs, mulheres presença forte em grandes bancos, mas de um lado humano tão forte que me levaram a me aventurar por isso mundo e desde então nunca mais saí.

É normal que muitas dúvidas surjam ao se deparar com tais números. Por que isso acontece? Por que é tão importante que todos tenham mais representação feminina no setor? A igualdade de gênero é boa para todos, até mesmo para os homens?
Michael Kimmel, um sociólogo americano especializado em estudos de gênero, é conhecido entre outras coisas por sua famosa frase: “Estou aqui para recrutar homens que apoiem a igualdade de gênero.”

Essa igualdade é boa para os países; porque, de acordo com a maioria dos estudos, países com maior igualdade também são aqueles com maior índice de felicidade. Um assunto que chegamos abordar durante uma das minhas colunas anteriores, sobre o cargo de Diretoria da Felicidade. Mas retomando o assunto de hoje, a igualdade de gênero também é boa para as empresas; porque o nível de permanência é maior e o grau de satisfação maior, com índices de produtividade mais elevados.
E é bom para os homens também; porque esperam que suas esposas, esposas e parceiros trabalhem fora de casa e se comprometam com suas carreiras como eles.

A igualdade é uma necessidade para a sociedade
É preciso ter um número equilibrado de mulheres na mesa de negociações e na tomada de decisões, pois neste século novas indústrias e novos modelos econômicos estão sendo construídos. Nossos sistemas políticos e instituições de ensino estão passando por profundas mudanças impulsionadas, entre outras, pela inteligência artificial, biotecnologia, nanotecnologia ou o blockchain.

A primeira coisa que devemos estar atentos são os fatores que até agora impactaram o progresso socioeconômico das mulheres. A lista é longa, mas pode-se enumerar que os principais são fatores biológicos, culturais, educacionais, econômicos, políticos, jurídicos, corporativos, tecnológicos, psicológicos e dados tendenciosos.

Desta forma, é plausível ver cada dia mais empresas no ramo Fintech com uma missão forte, que é conectar e capacitar mulheres que trabalham com finanças e promover a igualdade de gênero na indústria. Nas palavras de Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook: “Não podemos mudar o que não temos conhecimento e, uma vez que percebemos, não podemos deixar de mudar.”

O setor financeiro, comprometido com o desenvolvimento sustentável cujo um dos objetivos é atender aos desafios da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Empresas cada vez mais unidades em pró de disseminar a cultura financeira na sociedade de forma que seja uma alavanca de inclusão financeira como garantia de redução das desigualdades. Para isso, é importante explorar as alianças institucionais e organizacionais como um impulso para alcançar uma educação financeira inclusiva.

É inegável que a inclusão financeira é um catalisador para a redução da pobreza, dá capacidade de poupar, empodera as mulheres, ajuda o empreendedorismo, aumenta o consumo e os investimentos. Em outras palavras, muitos dos problemas mais sérios nos países em desenvolvimento poderiam ser resolvidos por meio da inclusão financeira. Portanto, temos o desafio de erradicar e erradicar a pobreza, abordando-a na perspectiva da inclusão financeira da sociedade.

É importante avaliar o caminho percorrido em direção à igualdade. No entanto, não podemos baixar a guarda porque ainda há muito a fazer. Isso significa que por meio da capacitação surgem oportunidades que podem ter um grande impacto na forma de fazer negócios e na sociedade. O caminho para a igualdade é reconhecer nossas diferenças e transformá-las em virtude para um melhor desempenho e, em última instância, felicidade.

Finanças, tecnologia ou ciência não são apenas questão de alguns homens. É um problema social global, cuja solução está em nossas ações individuais. É bom conhecer o passado para não repetir os erros, mas também podemos aprender com ele e olhar para a frente. Envolva-se agora para evitar discriminação no futuro. Sendo responsáveis no nível individual, desfrutaremos de benefícios para a sociedade global.

Eu estou em prol de cria rum ambiente mais igualitário em finanças e tecnologia. E você, o que está fazendo para mudar essa realidade?

Fabrizio Gutierrez
Fabrizio Gutierrez
Fabrizio Gutierrez, mexicano, capixaba de coração. Administrador de Empresas com MBA Internacional em Gestão de Projetos pela Universidade Irvine da Califórnia e pela FVG, tem certificação em PMP, DPO e CHO. Professor convidado de pós-graduação da FAESA. Atualmente é Head de Operações, Cultura e Pessoas do LiftBank.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas