Depois de meses dentro de casa, algumas crianças retornaram às escolas. Expectativas criadas e uma nova realidade. Os pequenos ainda estão se adaptando e entendendo que, por enquanto, não podem abraçar nem beijar os coleguinhas. Brincar, só se for com distanciamento, usar máscaras o tempo todo e, nada de aniversários dentro das escolinhas.

Não são apenas as crianças que estão sentindo estas mudanças, as responsáveis pelas instituições de ensino buscam, a todo momento, criar ambientes saudáveis para que o impacto não seja tão intenso nos pequenos.
A diretora geral da ESB, Sylvana Torres Poças, conta que a dinâmica da escola foi modificada, desde a entrada, que passou a ser escalonada em três momentos, ao acesso, que agora é restrito às crianças e profissionais da ESB. “Todos têm os sapatos para uso exclusivo na escola e espaços específicos para guardar de suas bolsas. Instalamos uma bancada com pias na entrada, marcas de distanciamento e trilhas para orientar o fluxo até as salas”, disse.
A sócia proprietária e pedagoga Cássia Sampaio Lucas, explica que estão usando com mais vigor às áreas externas. Como forma de precaução, as portas e janelas das salas ficam abertas durante todo o período de aula.

Cássia contou ainda que a equipe adaptou às comemorações na instituição, dentro, claro, das limitações da pandemia. “Nossa tradicional Festa Junina acontecia com a participação da família. Era um momento de descontração e alegria para todos. Porém, este ano, fizemos no horário de aula. Apenas os alunos participaram. Foi diferente, mas eles adoraram”, disse.
Que as crianças possam estudar, aproveitar e ser felizes, mesmo com as restrições e, que em breve, possam se abraçar, beijar e brincar juntas, afinal, lugar de criança é dentro da escola.









