O cantor Netinho de Paula, 56 anos, passou por uma cirurgia, em São Paulo, para a retirada completa da tireoide e de linfonodos da região central do pescoço, após diagnóstico de câncer na glândula.
Segundo boletim médico divulgado após o procedimento nas redes sociais do artista, a cirurgia durou aproximadamente 1h30, transcorreu sem intercorrências e o prognóstico continua sendo considerado bom.
O procedimento, chamado de tireoidectomia total, foi realizado com monitorização dos nervos laríngeos. Também foram retirados linfonodos da região central do pescoço.
Recentemente, o artista revelou o diagnóstico de um carcinoma papilífero, um dos tipos de câncer de tireoide, precisando pausar a agenda de shows para cuidar da saúde.
O que é a tireoidectomia?
A tireoidectomia é a intervenção cirúrgica para a retirada do tecido da glândula tireoide, que é responsável por produzir os hormônios T3 e T4, que regem a velocidade do metabolismo de todas as células do corpo.
A tireoidectomia pode ser parcial, quando retira apenas um dos lobos da glândula, ou total, quando a tireoide é completamente removida.
“Durante o procedimento, a prioridade é a precisão anatômica para isolar e preservar as estruturas ao redor, como nervos e as glândulas paratireoides, que regulam as taxas de cálcio no sangue. Em casos de doença maligna, como o câncer de tireoide, a cirurgia é uma escolha terapêutica comum”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Marco Homero de Sá, do Instituto Tireoide.
Nos casos de tireoidectomia total, a ausência do órgão faz com que o corpo deixe de produzir os hormônios T3 e T4. A conduta terapêutica indispensável é o início da terapia de reposição hormonal contínua.
“O paciente passa a tomar diariamente, em jejum, a levotiroxina sintética, uma medicação bioidêntica ao hormônio humano. Quando a dose é ajustada corretamente por exames de sangue periódicos, o organismo funciona normalmente. O paciente não ganha peso por causa da cirurgia, não perde energia e pode praticar esportes e trabalhar sem qualquer limitação”, reforça Marco Homero.
Em casos de câncer, além da reposição, o medicamento é dosado para manter o hormônio TSH (estimulador da tireoide) em níveis baixos, prevenindo que eventuais células residuais sejam estimuladas a crescer. A depender do estadiamento do tumor, o tratamento pode ser complementado com a Iodoterapia (Iodo-131) para eliminar focos microscópicos remanescentes.










