O tamanho e o peso das mamas podem causar dores persistentes nas costas, no pescoço e nos ombros, além de alterações posturais, irritações na pele e dificuldade para praticar atividades físicas. Nesses casos, a mamoplastia redutora pode ser indicada não apenas por razões estéticas, mas também funcionais.
Segundo a cirurgiã plástica Cristiane Gusmão, especialista em reconstrução mamária, a recomendação depende dos sintomas e das características de cada paciente.
“A mamoplastia redutora pode ser indicada quando o volume e o peso das mamas provocam sintomas ou limitações funcionais. Entre as principais situações estão dores persistentes, dificuldade para praticar atividade física, alterações na postura, sulcos provocados pelas alças do sutiã e irritações na pele abaixo das mamas”, explica.
O excesso de peso mamário pode sobrecarregar as regiões cervical, torácica e lombar da coluna. Também pode causar assaduras, marcas nos ombros e limitações para exercícios e atividades cotidianas.
A médica ressalta, porém, que dores nas costas ou no pescoço podem ter diferentes causas. Por isso, é necessário avaliar se existe relação entre os sintomas apresentados e o volume das mamas.
Cirurgia pode facilitar atividades cotidianas
A redução mamária pode proporcionar maior liberdade de movimento para mulheres que evitam caminhar, correr ou realizar determinados exercícios por causa do desconforto. A cirurgia também pode melhorar a percepção da imagem corporal e facilitar o uso de roupas, peças íntimas e biquínis.
“O benefício pode ser muito mais amplo do que simplesmente diminuir o tamanho das mamas. Muitas pacientes relatam maior liberdade para praticar exercícios e realizar atividades do dia a dia. Também pode haver melhora da autoestima e da qualidade de vida”, afirma Cristiane.
Avaliação define técnica e volume
Antes do procedimento, a paciente deve passar por uma avaliação que considere as queixas, as expectativas, o histórico de saúde, o uso de medicamentos, o tabagismo, cirurgias anteriores e o planejamento de futuras gestações.
Também são analisados o volume e o formato das mamas, a qualidade da pele, o grau de flacidez, a posição das aréolas e dos mamilos, possíveis assimetrias e a proporção em relação ao restante do corpo.
A quantidade de tecido retirado não segue um número único. O objetivo é reduzir o peso e alcançar um resultado proporcional à estrutura corporal da paciente. A técnica cirúrgica também varia conforme as características de cada caso.
Recuperação acontece gradualmente
No pós-operatório, a paciente deve usar o sutiã cirúrgico, cuidar das incisões e comparecer às consultas de acompanhamento. A retomada dos exercícios físicos e o levantamento de peso devem ocorrer gradualmente, conforme a orientação médica.
O resultado definitivo não é imediato. Nos primeiros meses, o inchaço diminui e os tecidos se acomodam. Alterações significativas de peso e uma futura gestação também podem modificar o resultado da cirurgia.
“Precisamos realizar o procedimento no momento adequado e após uma avaliação individualizada para estabelecer o que é melhor para cada paciente”, orienta a cirurgiã.










