Os municípios capixabas atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), vão receber parte de um novo repasse de R$ 243 milhões anunciado nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Saúde. Os recursos integram o Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES-Rio Doce), criado para ampliar e qualificar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) nas cidades impactadas pela tragédia ambiental de 2015.
O montante se soma aos R$ 562,6 milhões já liberados neste ano para os 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo contemplados pelo programa.
Segundo o Ministério da Saúde, os recursos serão destinados à ampliação do atendimento à população, com a contratação de profissionais, reforço das equipes de saúde e construção ou reforma de estruturas como unidades básicas de saúde, centros de atenção psicossocial (Caps), policlínicas e unidades de pronto atendimento (UPAs).
O programa é financiado com recursos previstos no acordo de reparação firmado em 2024 entre o poder público e as empresas responsáveis pelo desastre. No Espírito Santo, os municípios beneficiados são Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o novo acordo ampliou significativamente os investimentos destinados às cidades atingidas. Segundo ele, os recursos voltados à saúde e às ações de reparação passaram de cerca de R$ 700 milhões para mais de R$ 12 bilhões.
Parte desse valor será aplicada na construção de novas estruturas de atendimento, enquanto outra parcela ficará em um fundo permanente para garantir a manutenção dos serviços nos próximos anos.
Além do repasse financeiro, o Ministério da Saúde entregou veículos para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. Foram distribuídas ambulâncias, vans para transporte de pacientes e veículos destinados aos Conselhos Municipais de Saúde.
O programa também prevê investimentos em áreas consideradas prioritárias para os municípios afetados pelo desastre, como saúde mental, monitoramento da qualidade da água, atendimento especializado a pacientes com câncer e acompanhamento de pessoas potencialmente impactadas pela contaminação ambiental.
Embora o anúncio tenha sido realizado em Mariana, os investimentos contemplam também os municípios capixabas localizados ao longo da bacia do Rio Doce, que sofreram impactos ambientais, sociais e econômicos após o rompimento da barragem.









