Fake news, medo e desinformação ainda estão entre os principais obstáculos para a doação de sangue no Brasil. O alerta é do médico hematologista, hemoterapeuta e primeiro diretor do Hemoes, Thales Gouveia Limeira, em entrevista à Rádio ES Hoje.
Em meio à campanha Junho Vermelho e às vésperas do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, o especialista destacou que diversos mitos continuam afastando potenciais doadores. Entre eles estão o medo de sentir dor, contrair doenças ou até mesmo a crença de que doar sangue pode causar dependência.
“Tem pessoas que acham que vai doer. Outras pessoas acham que pega alguma doença, que vai afinar o sangue, que vai engrossar o sangue, que a pessoa vai ficar obrigada a doar sempre, que vai ter o vício de doar sangue. Tudo isso são informações que não têm fundamento nenhum”, afirmou.
O médico reforça que o processo de doação é seguro e segue protocolos rigorosos para proteger tanto quem doa quanto quem recebe o sangue. Antes da coleta, os voluntários passam por uma triagem que inclui aferição de pressão arterial e temperatura, avaliação clínica, análise das condições de saúde e uma entrevista sigilosa.
Thales Gouveia Limeira também lembrou que, embora o Dia Mundial do Doador de Sangue seja uma data importante para conscientização, a necessidade de manter os estoques abastecidos existe durante todo o ano.
“O dia do paciente que precisa de sangue são todos os 365 dias do ano”, ressaltou.
Em Vitória, o Hemoes promoverá uma programação especial no domingo para receber voluntários. A iniciativa contará com ações de acolhimento, recepção de grupos organizados e atividades de entretenimento voltadas aos participantes.
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