O Espírito Santo registrou 32.759 mortes por doenças cardiovasculares em 2025, segundo levantamento divulgado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O número coloca o Estado entre os maiores totais da região Sudeste no período analisado.
De acordo com o recorte por estado apresentado no levantamento, no Espírito Santo foram contabilizados 3.336 óbitos por infarto, 28.652 por AVC e 771 por insuficiência cardíaca, somando os 32.759 registros no ano. O Sudeste concentrou 165.683 mortes pelas três causas, enquanto o Brasil totalizou 352.053 óbitos em 2025.
A ONA alerta que a hipertensão arterial continua entre os principais fatores de risco para eventos graves, como infarto e Acidente Vascular Cerebral. Por ser uma doença silenciosa, muitas vezes o diagnóstico só acontece depois do agravamento do quadro. “Ela pode causar lesões progressivas nos órgãos-alvo, como coração e cérebro, mesmo antes do surgimento de sintomas”, destaca o intensivista e membro da ONA, dr. Fábio Basílio.
O especialista reforça que a hipertensão é um fator de risco modificável e que o diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento adequado, pode reduzir de forma significativa as complicações cardiovasculares. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial atualizadas em 2025 também reforçam a importância da aferição regular da pressão, mesmo na ausência de sintomas.
No caso do AVC, a orientação é buscar socorro imediato diante de sinais como assimetria no rosto, perda de força em um dos braços e fala enrolada. Já entre os sintomas de infarto estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas e tontura. Segundo a entidade, o reconhecimento rápido desses sinais pode ser decisivo para evitar sequelas graves e mortes.









