O Espírito Santo deu um passo importante na medicina de alta complexidade. No último sábado (25), o Hospital Meridional Cariacica realizou o primeiro transplante renal por cirurgia robótica no Espírito Santo, sendo um dos pioneiros dessa tecnologia também no cenário nacional.
Segundo o coordenador da urologia da área de transplante renal da Rede Meridional e médico que liderou a cirurgia, Cláudio Borges, o procedimento foi realizado em um paciente jovem e transcorreu sem intercorrências. “A cirurgia ocorreu bem, dentro do esperado, e o paciente está em observação com boa evolução clínica”, afirmou.
A cirurgia foi realizada com o auxílio da plataforma robótica Da Vinci Xi considerada atualmente uma das mais avançadas tecnologias disponíveis no mundo para procedimentos cirúrgicos de alta complexidade. Seu uso permite movimentos de extrema precisão, visão ampliada em alta definição e uma abordagem menos invasiva, oferecendo benefícios importantes ao paciente, como menor trauma cirúrgico, recuperação mais rápida e potencial redução do tempo de internação. “A técnica robótica representa uma evolução tecnológica no campo dos transplantes, permitindo maior precisão durante o procedimento.
O método oferece melhor visualização das estruturas anatômicas, o que contribui para resultados mais seguros”, explica Borges. Entre os principais benefícios estão menor dor no pós-operatório, incisões menores, redução do sangramento e recuperação mais rápida. “Apesar de o tempo cirúrgico ser semelhante ao da técnica convencional, a internação hospitalar tende a ser mais curta. É uma evolução que possibilita mais precisão e uma melhor recuperação no pós-operatório”, destacou Borges.
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mais de 42 mil pessoas estão atualmente na fila de espera por um rim. No entanto, muitas pessoas têm receio de se tornarem doadoras devido aos medos relacionados à cirurgia, como a dor e o tempo de recuperação. Nesse sentido, a cirurgia robótica no transplante renal surge como uma solução que oferece mais segurança e reduz o tempo de recuperação tanto para o doador quanto para o receptor.
A indicação para a cirurgia robótica vai depender de uma avaliação criteriosa da equipe médica. Casos com histórico de trombose de vasos ilíacos, ateromatose intensa das artérias ou múltiplas cirurgias prévias, no entanto, não podem ser indicados para o método.









