“Estou começando a viver agora”, diz mulher que voltou a enxergar

Desde os sete anos de idade, a vida da supervisora de higienização Ângela Conceição, de 54 anos, foi marcada por limitações profundas causadas por uma miopia. Diagnosticada ainda na infância, ela viu o grau aumentar progressivamente ao longo dos anos, até atingir um nível considerado raro na oftalmologia: 30 graus.

Em março desse ano tudo mudou. Ela passou por uma cirurgia e, literalmente, saiu do escuro. “Eu moro há mais de 20 anos no mesmo lugar e não conhecia meus vizinhos pelo rosto, só pela voz”, conta.

"Estou começando a viver agora", diz mulher que voltou a enxergar

Sobre o procedimento cirúrgico, realizado pelo oftalmologista Pedro Trés Vieira Gomes, ela relatou tranquilidade antes, durante e depois. “Eu não senti nada. Foi muito tranquilo. O resultado veio logo depois, e superou expectativas, mas é muito melhor do que eu imaginava. Minha vida começou agora”, destaca.

Reconhecer pessoas é só uma das vitória de Ângela, que por conta da visão sofreu diversos problemas, inclusive depressão.

Após enfrentar uma depressão, motivada pela distância dos filhos – que passaram a viver no exterior – Ângela percebeu uma piora significativa na visão. “Eu só chorava. E fui deixando de enxergar ainda mais. Quando fui ao médico, levei um susto: meu nível de miopia tinha ido para o grau 30”, conta.

Durante toda a vida, Ângela ouviu que seu caso não tinha solução cirúrgica. Mas, em 2025, veio uma reviravolta: ela descobriu que poderia, sim, realizar um procedimento. Após uma tentativa frustrada, interrompida pelo falecimento do primeiro médico que a acompanhava, ela chegou até o Hospital dos Olhos de Vitória, para consulta com o oftalmologista Pedro Trés Vieira Gomes. “Quando cheguei, fiz todos os exames no mesmo dia e já saí com a cirurgia marcada. Ele me passou muita segurança”, relata.

"Estou começando a viver agora", diz mulher que voltou a enxergarDe acordo com o oftalmologista, casos como o de Ângela exigem avaliação criteriosa e tecnologia adequada. “Esta cirurgia nós fazemos rotineiramente, porém não com tanta frequência nesse grau”, diz o médico.

“Estamos falando de uma miopia extremamente alta, que compromete completamente a qualidade de vida do paciente. É fundamental uma análise detalhada para indicar o melhor tratamento”, explica.

Ele destaca que, com o avanço das técnicas e das lentes intraoculares, hoje já é possível oferecer alternativas para pacientes que antes eram considerados casos sem solução. “O objetivo não é apenas melhorar a visão, mas devolver autonomia e qualidade de vida, como aconteceu com esta paciente”, explica.

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