O Espírito Santo confirmou, nesta terça-feira (7), o quarto caso de Mpox registrado neste ano. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa), o paciente mais recente é morador de Vitória.
Segundo os dados oficiais, o primeiro caso de 2026 foi registrado em janeiro, no município de Colatina. O segundo ocorreu na região metropolitana, em Serra, e o terceiro em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado.
Todos os pacientes confirmados até agora são homens, com idades entre 20 e 49 anos. O boletim aponta ainda que 98 casos da doença já foram notificados em 2026, sendo que seis ainda são considerados suspeitos. Os demais registros foram descartados ou classificados como perda de acompanhamento.
O que é a Mpox
A Mpox, conhecida anteriormente como “varíola dos macacos”, é uma infecção viral transmitida principalmente pelo contato próximo entre pessoas. O contágio pode ocorrer por meio de beijo, abraço ou relação sexual com alguém infectado.
Apesar do nome antigo, não há participação de macacos na transmissão da doença para humanos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a adotar oficialmente o termo Mpox, substituindo a antiga nomenclatura. A mudança ocorreu após episódios de desinformação que levaram a ataques a primatas em algumas regiões do país.
Sintomas e cuidados
Os primeiros sinais da doença costumam incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas.
Na fase seguinte, podem surgir lesões na pele, que aparecem principalmente no rosto, região genital, área ao redor do ânus, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas.
Em situações mais graves, a doença pode causar complicações neurológicas e oculares.
Até o momento, não existe um tratamento específico para a Mpox. O atendimento médico é voltado para aliviar os sintomas, controlar a dor e evitar complicações durante a evolução da doença.









