O Dia Mundial da Hipertensão, em 17 de maio, é uma data criada para conscientizar a população sobre os perigos da pressão alta, uma condição que atinge mais de 30 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde.
Conhecida como uma doença silenciosa, a hipertensão pode evoluir de forma assintomática por anos, aumentando de maneira significativa o risco de infarto, AVC e insuficiência renal.
A hipertensão arterial é caracterizada pela elevação sustentada da pressão sanguínea nas artérias, geralmente acima de 140/90 mmHg ou 14 por 9. Embora fatores genéticos tenham influência, os hábitos de vida são determinantes para o surgimento da doença. Alimentação rica em sódio, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo excessivo de álcool são algumas das principais causas evitáveis.
Para o cardiologista André Cogo Dalmaschio, o maior desafio no combate à hipertensão é justamente o fato de muitos pacientes desconhecerem sua condição. “Em grande parte dos casos, a hipertensão não provoca sintomas evidentes, o que faz com que muitos indivíduos convivam com níveis perigosos de pressão arterial sem saber. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental e só é possível com a medição regular da pressão”, destaca o médico.
O impacto da hipertensão sobre a saúde pública é alarmante. Estima-se que a doença esteja presente em mais da metade das pessoas acima dos 60 anos no Brasil. Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 80% dos casos de AVCs e 60% dos infartos têm a hipertensão como fator de risco principal.
A prevenção passa por mudanças de estilo de vida que incluem a prática regular de atividades físicas, redução do consumo de sal, alimentação balanceada, abandono do tabagismo e controle do estresse. Para quem já é hipertenso, o uso correto da medicação prescrita e o acompanhamento médico são indispensáveis.
“Mesmo quando não causa dor ou desconforto, ela compromete progressivamente os vasos sanguíneos e órgãos vitais. A boa notícia é que, com um diagnóstico precoce e cuidados adequados, é possível controlar a hipertensão e evitar suas complicações mais graves”, explica Dalmaschio.
Medir a pressão é a única forma de diagnosticar essa condição. O Ministério da Saúde orienta que pessoas acima de 20 anos devem medir a pressão arterial ao menos uma vez por ano. No caso de histórico familiar, a recomendação é de que a medição seja realizada ao menos duas vezes no ano.









