O Acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como “derrame”, é a não circulação sanguínea cerebral de alguma forma, impedindo que o órgão obtenha nutrientes e oxigênio. São classificados por isquêmico ou hemorrágico.
O AVC isquêmico é o mais comum. Atinge cerca de 85% dos casos e também os jovens. Um estudo mostra que, em pessoas com menos de 50 anos, esse tipo de acidente vascular acometeu 86% dos pacientes e era mais incidente nos acima de 36.
Já o AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, causando um sangramento dentro do cérebro. Considerado menos comum, tende a ser mais grave.
Para evitar um acidente dessa gravidade, são necessários cuidados com a alimentação, praticar atividade física, evitar consumo excessivo de álcool, evitar cigarro tradicional e eletrônico, além de ter qualidade de sono e uma vida sem muito estresse.
Mas inclua nessa lista as mudanças climáticas. Um artigo publicado na revista médica Neurology, da Academia Norte-Americana de Neurologia, apontou que temperaturas “não ideais” estão associadas ao maior risco de AVC fatal ou incapacitante.
Mudanças drásticas de temperatura, com ondas de calor e de frio intensos cada dia mais comuns no mundo todo, podem causar, anualmente, cerca de 500 mil mortes por acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo os pesquisadores, nas últimas três décadas, os anos com temperaturas mais baixas ou altas que a média, registraram o maior número de óbitos ou incapacidade pela condição. Para o estudo, os pesquisadores analisaram 30 anos de registros de saúde de mais de 200 países e territórios.
O neurologista Daniel Escobar explica que as temperaturas extremas impactam na circulação do sangue e, consequentemente, podem aumentar as chances de ocorrer um AVC.
“Com temperaturas mais baixas, os vasos sanguíneos podem se contrair, aumentando a pressão arterial, um fator de risco para a doença. Já com o calor intenso ocorre uma desidratação maior do corpo, aumentando a viscosidade do sangue e a dilatação dos vasos sanguíneos. Isso eleva a frequência cardíaca, fazendo crescer o risco de AVC”, pontua.
De acordo com o médico, a população precisa ter atenção aos sinais de alerta, principalmente nos dias que as temperaturas estiverem fora da média do local onde moram, tanto para mais frio ou mais calor. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço, câimbras, dor de cabeça, náuseas, vômitos e até desmaios.
“É importante ficar alerta, principalmente em crianças e idosos, que podem não perceber as mudanças no corpo. Quanto mais rápido e precoce for o atendimento, desde a procura pelo médico até a tomada das medidas necessárias, menores serão os déficits neurológicos. Na dúvida, entre em contato com serviço de atendimento móvel da região, o SAMU 192. A grande maioria das sequelas que não podem ser revertidas acontecem pela demora no atendimento”, afirma Escobar
Jovens doentes
O AVC continua sendo mais comum em idosos, mas a incidência em pessoas de meia idade e jovens cresceu nos últimos anos. Entre os motivos para este crescimento estão hábitos de vida menos saudáveis, que incluem tanto uma alimentação ruim quanto sedentarismo.
Isso impacta no aumento da obesidade, do colesterol, da diabetes e da hipertensão, por exemplo, que são fatores de risco para o AVC. O uso excessivo de álcool, o tabagismo e o consumo de drogas também podem elevar o risco. Associado a isso, temos uma geração com um alto nível de estresse e com distúrbios de sono.
A mudança no estilo de vida, principalmente em jovens com histórico familiar com casos de AVC, é essencial para reduzir os riscos.










alguém acredita? deve ser as mudanças climáticas picadas nos braços da população.