A morte da influencer Luana Andrade, de 29 anos, nesta terça-feira (7) chocou as redes sociais. A jovem faleceu durante a realização de um procedimento de lipoaspiração no joelho. A cirurgiã plástica, Patricia Lyra, explica que quem se submete a ela visa a retirada da gordura localizada por cânulas inseridas de forma subcutânea. E mesmo que simples, a lipoaspiração também apresenta riscos.
“Os riscos mais comuns são reação alérgica, parada cardiorrespiratória, inclusive na indução anestésica, embolia, anemia aguda, necrose, infecção, dentre outros”, como explica a cirurgiã.
Apesar da grande popularização do procedimento, não é todo mundo que está apto para realizá-la. “Em casos de pessoas que não atendem os critérios clínicos e os exames não apresentem os resultados necessários para indicar segurança para realização do procedimento, o procedimento não é recomendado”, elucida a médica.
De acordo com a médica, para realizar uma lipoaspiração é preciso passar por exames pré-operatórios de sangue, urina e de imagem solicitados conforme o procedimento a ser realizado. “Além disso, é necessária avaliação cardiológica e anestésica que atestem a condição clínica para o procedimento. Pontuando que o paciente deve fazer o procedimento em um hospital, de preferência que tenha UTI de retaguarda”.
“Com esses alertas, a pessoa pode ficar atenta e ciente que a lipoaspiração é uma cirurgia como qualquer outra”.
Por isso, Patricia Lyra ressalta a importância de buscar se informar antes de realizar qualquer procedimento. “O paciente deve procurar junto ao CRM se o profissional tem a especialidade que ele diz ter, para isso basta verificar se o médico escolhido tem registro de qualificação de especialista (RQE). Apenas especialistas têm esse registro. Outra orientação, é ver junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se o médico está habilitado ou não”.
Causa da morte de Luana Andrade
O Hospital São Luiz do Itaim, onde Luana Andrade estava internada explicou, por nota, que a paciente foi internada, acompanhada por seus familiares, na tarde desta segunda-feira (6/11) na unidade para procedimento de lipoaspiração, realizado por cirurgião e anestesista particulares contratados pela família.
Depois de duas horas e meia de cirurgia, Luana apresentou intercorrência abrupta respiratória e teve uma parada cardíaca, sendo imediatamente reanimada pela equipe. “A cirurgia foi interrompida e a paciente, submetida a exames que constataram quadro de trombose maciça. Foi transferida para a UTI onde foi submetida a tratamento medicamentoso e hemodinâmico”.
Porém mesmo com a suspenção da operação, o quadro de Luana evoluiu e ela morreu por volta de 5h30 de terça-feira (7). A causa da morte apontada foi embolia pulmonar maciça.









