Nos últimos dias, a perda de útero de Nara Paraguaia, parceira de Toguro, e o falecimento de uma policial devido a complicações, ambas durante o parto, provocaram preocupações e levantaram dúvidas sobre o processo.
O presidente da Sociedade Ginecologia e Obstetrícia do Espírito Santo (Sogoes), Henrique Zacharias Borges, explica que as complicações mais comuns que podem acontecer durante no parto são as hemorragias e infecções e na gravidez a pré-eclampsia e eclampsia.
A pré-eclâmpsia é uma condição médica que, geralmente, ocorre após a 20ª semana de gestação, caracterizada por pressão arterial elevada (hipertensão) e proteína na urina (proteinúria). Além disso, pode estar associada a danos em órgãos, entre eles o fígado e os rins.
A eclâmpsia é uma condição médica extremamente grave que pode se desenvolver a partir da pré-eclâmpsia, mas também sem aviso prévio em algumas mulheres. É caracterizada por convulsões tônico-clônicas (grandes crises convulsivas) em uma mulher grávida com pressão arterial elevada e proteína na urina.
Os fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de complicações no parto, de acordo com Borges, são a gestação ser do primeiro filho e doenças associadas, entre elas diabetes, obesidade e hipertensão. “O parto deve ser realizado no hospital. É perigoso e proibido, inclusive, que os partos sejam realizados em algum local fora do hospital”, afirma.
Além disso, o médico salienta que um parto vaginal traz mais benefícios do que a cesariana, dando oportunidade da mãe de ter mais filhos, além de melhorar o relacionamento familiar com o bebê, com o pai e até o relacionamento com os médicos.
Borges pontua que um bom pré-natal, onde o médico orienta e faz exames de rotina, é extremamente necessário para a saúde do neném.
Nos bebês, a principal causa de morte são as asfixias, mais comuns no parto normal, segundo a ginecologista e obstetra Madalena Oliveira. Já os fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de complicações no parto para a mãe são bebês grandes, idade avançada, doenças, infecções maternas e no pré-natal e também o número de filhos. “Para o neném, é a falta de assistência e monitorização, além de um parto prolongado”.
Madalena destaca que um sangramento vaginal profundo é um sinal de alerta que as gestantes devem estar cientes durante o trabalho de parto, pois pode significar descolamento de placenta, assim como sentir dores abdominais fortes.









