Diagnóstico precoce aumenta chances de cura e diminui custos

O caso de Anderson Leonardo, do grupo Molejo, afastado dos palcos em decorrência de uma embolia pulmonar adquirida durante o tratamento do câncer inguinal, acendeu o alerta a respeito da importância dos exames de prevenção no combate ao câncer.

A oncologista Cíntia Givigi explica que, geralmente, os homens não vão a consultas médicas regularmente, assim como a maioria das mulheres. “Vão apenas quando têm sintomas e, nesses casos, muitas vezes, a doença já está avançada e com impossibilidade de cura e isso dificulta o diagnóstico precoce do câncer”.

Segunda a especialista, quando o diagnóstico acontece precocemente, não apenas o câncer tem maior chance de cura, mas também os tratamentos serão mais simples e, na maioria das vezes, o custo será menor.

No Brasil, o principal câncer nos homens é o de próstata, seguido de neoplasia de cólon e reto, pulmão e estômago. De acordo com Cíntia Givigi, essas neoplasias podem ser rastreadas com exames preventivos.

“Hoje, é preconizado que a partir de 50 anos os homens realizem toque retal e exame de sangue PSA total. No caso de homens negros e com histórico familiar da doença, é indicado que iniciem o acompanhamento aos 40 anos. Outro exame importante para prevenção é a realização de colonoscopia a partir de 45 anos, a cada cinco anos”.

Por isso, a especialista ressalta a importância das idas regulares ao médicos não apenas para homens, mas também para mulheres. “É muito importante para o diagnóstico precoce das doenças e para a pessoa receber as orientações necessárias para cuidar da saúde. Temos que aprender o autocuidado e ir ao médico faz parte desses cuidados”.

Diagnóstico

Anderson Molejo foi diagnosticado com câncer inguinal, que, na verdade, trata-se de uma metástase. “Ele foi diagnosticado com um câncer do tipo primário oculto metastático para região inguinal. Tumores primários ocultos são definidos como tumores malignos que se disseminam para outros locais, porém, sem os médicos conseguirem descobrir o local onde ele começou”, destaca a especialista.

A oncologista aponta que esse tipo de tumor é diagnosticado por meio de biópsia e o tratamento depende do local que ele acometer, podendo ser quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou até mesmo cirurgia.

 

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