A pneumonia é uma das principais causas de morte em pacientes com doença de Alzheimer. Isso acontece porque, no estágio mais avançado da doença, a mastigação acaba prejudicada, o que faz com que alimentos, às vezes, entrem no pulmão.
O primeiro fator se relaciona com a idade, uma vez que, na maioria das vezes, as pessoas acometidas são idosas. O neurologista Daniel Escobar explica que os casos mais avançados acabam sendo os mais predispostos a evoluir com quadro de infecção. Dentre elas, a respiratória é a principal causa.
“Acontece porque os pacientes perdem a capacidade de proteção de vias aéreas que desloque exclusivamente para estômago e trato gastrointestinal. Isso faz com que você leve esse material, tanto saliva quanto alimentos, para dentro do pulmão”.
O neurologista diz que, quando isso acontece, as bactérias que não colonizam normalmente essa região vão para esse local. Isso predispõe pneumonias.
A falta dessa movimentação está relacionada a perda da capacidade motora. “Os pacientes têm uma menor mobilidade, menor restrição, não fazem exercício, ficam mais tempos acamados e isso tudo contribui para ocorrência dessa pneumonia, que acaba se agravando mais rápido”.
Como evitar?
Boa higiene oral, mudança de decúbito (deitado), fisioterapia respiratória, acompanhamento em avaliação por um fonoaudiólogo para acertar qual tipo de dieta esse paciente tem que fazer (pastosa, consistente, mais branda), prática de exercício físico e baixo consumo de álcool são algumas das recomendações feitas pelo neurologista para evitar a gravidade da pneumonia.
Como saber que está com pneumonia
Daniel Escobar frisa que os sintomas de infecção nem sempre aparecem da mesma forma que em um paciente jovem. “Nem sempre ele vai ter febre, aquela falta de ar. É importante o paciente ficar um pouco mais calmo, interagindo menos. Eventualmente, o paciente manifesta de forma oculta com esses outros sintomas”.









