Comunidades quilombolas da bacia do Rio Angelim, em Conceição da Barra (ES), realizaram um protesto na BR-101, nesta sexta-feira (15), denunciando a morte de peixes e camarões no rio que corta a região. A pista ficou bloqueada por cerca de seis horas e depois foi liberada.
Imagens feitas pelos moradores nos últimos dias mostram que vários peixes apareceram mortos no rio, que está com coloração escura. Eles alegam que uma empresa da região despejou vinhaça no Córrego Angelim, prejudicando a fonte de alimento das comunidades.
“A nossa comunidade está revoltada, indignada e ferida. Porque esse rio não é só água, é sustento, é cultura, é vida”, relatam representantes das comunidades quilombolas nas redes sociais.
Após as denúncias, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) disse que segue monitorando os impactos ambientais causados pelo derramamento da substância no córrego. Segundo o órgão, o foco inicial do trabalho foi avaliar os impactos ambientais e determinar à empresa responsável os procedimentos emergenciais de remediação.
A equipe do Iema disse que também está monitorando as águas do Rio Angelim para verificar se a contaminação pode alcançar o Rio Itaúnas e afetar diretamente a área do Parque Estadual de Itaúnas. Até o momento, não foram identificados sinais de contaminação nos pontos monitorados.
“Nesta sexta-feira (15), a equipe segue percorrendo a extensão do córrego e do Rio Itaúnas, para verificar possíveis impactos ambientais, e está fiscalizando os trabalhos de remediação realizados pela empresa.”
De acordo com o Iema, a vinhaça é uma substância orgânica que se dilui na água e, com a correnteza do Córrego Angelim e do Rio Itaúnas, tende a perder gradualmente sua capacidade de causar danos ambientais. “Esse processo reduz a possibilidade de impactos nas áreas do Parque Estadual de Itaúnas, além de dificultar a identificação da presença do produto na água”, destacou o órgão.
O caso segue sob investigação.









