O presidente da Câmara de Vereadores de Vitória, Anderson Goggi, obteve autorização da Justiça Eleitoral para se desfiliar do Progressistas. A decisão do parlamentar está voltada para as eleições do ano que vem, e seu destino mais provável é o Republicanos, partido que abriga o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que, por sua vez, se prepara para concorrer ao governo do Estado.
Em entrevista concedida a ES Hoje em junho, Goggi afirmou que o partido ao qual estava filiado até então apoiava tanto Pazolini quanto o governador Renato Casagrande (PSB). No entanto, deixou claro seu total apoio ao prefeito. Além disso, destacou que já estava se preparando para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Dessa forma, o presidente da Câmara está alinhando seus cálculos eleitorais para o pleito. Para o bem ou para o mal, ele já tem uma ideia de como deverá se configurar a chapa do Republicanos para a Assembleia Legislativa.
Pelos indicativos atuais, é provável que os deputados estaduais Hudson Leal e Sérgio Meneguelli se desliguem da legenda. Hudson apoia o grupo de Casagrande e tem uma relação distante com Pazolini. Já Meneguelli, que foi um grande puxador de votos na última eleição, tem como objetivo disputar uma vaga ao Senado.
O cenário sugere que o Republicanos poderá contar com Pablo Muribeca, que se beneficia da popularidade conquistada nas eleições de Serra, como um possível puxador de votos. Além disso, o partido tem no seu quadro os deputados Bispo Alves e Alcântaro Filho, ambos com forte ligação com o público conservador e uma base eleitoral além da Grande Vitória.
Neste contexto, Anderson Goggi tem a oportunidade de buscar votos na Grande Vitória, caminhando ao lado de Pazolini. Contudo, essa estratégia sempre envolve riscos, pois se trata de uma eleição proporcional para a Assembleia Legislativa.
À medida que se aproxima o pleito de 2026, os agentes políticos começam a tomar suas decisões, e o cenário eleitoral vai se desenhando com mais clareza.
Sem remorso I
Apesar da provável saída de Goggi, o episódio não prejudicou a relação de Pazolini com o presidente da Federação União Progressista, deputado federal Da Vitória (Progressistas), que participou, nesta segunda-feira (13), de evento na Prefeitura da Capital.
Sem remorso II
O evento em questão foi o repasse de emenda do parlamentar, no valor de R$ 100 mil, para a Vitória Down.
***
Tempo I
Não é a primeira vez, neste ano, que o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), impede a votação em regime de urgência de projeto governamental, como o do empréstimo para obras que visam evitar desastres naturais.
Tempo II
Parlamentares estaduais, reservadamente, afirmam que o problema não é o governador nesse tipo de projeto, mas, sim, as aspirações de alguns secretários e agentes políticos com matérias que não estão tão claras assim.
Tempo III
Lembrando que tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados já foram trocados “petardos” entre parlamentares, secretários e chefes de autarquias.
***
Semiótica? I
A inauguração da Estação de Bombeamento de Águas Pluviais Bigossi, em Vila Velha, nesta segunda-feira (13), trouxe uma curiosidade por parte do prefeito canela-verde, Arnaldinho Borgo (sem partido). As fotos mostram ou parte do rosto cortado do vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), ou em que o emedebista nem aparece.

Semiótica? II
Arnaldinho segue com seu bloco na rua para tentar disputar a eleição para o governo do Estado e conta com a bênção de Casagrande. Ricardo, por ora, é quem tem essa vantagem.
***
Ucrânia e Espírito Santo
Uma delegação da sociedade civil ucraniana e da ONG Justiça Global visitou, na última semana, instituições como o Ministério Público do Espírito Santo e o Tribunal de Justiça para dialogar sobre como foram tratadas questões relacionadas à superação de grandes desastres ambientais.
***
Fale com a coluna
Nosso e-mail é poder@eshoje.com.br
Na moita
Dizem que uma “articulação” ainda existe. Se antes estava às claras, hoje é bem discreta. Mas continua. Risos.
Tá na rede
“O servidor que enxerga no cidadão um número perde a missão. Mas o que enxerga uma vida, deixa um legado”
Gilson Daniel (Podemos), deputado federal










