O PT realizou, neste fim de semana, o 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores. A sigla do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixou recados à militância e indicou caminhos para a manutenção do comando do Poder Executivo federal.
Aliança
Como já destacado na coluna publicada no sábado (25), o programa partidário nacional passou a defender a construção de alianças com a chamada direita liberal e democrática, capaz de se somar ao projeto. Fica evidente que, na leitura da sigla, será necessário ampliar o arco de alianças, incluindo partidos de centro, para viabilizar com sucesso a empreitada de Lula.
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Campanha I
O presidente fez um apelo à militância para intensificar a mobilização direta com a população, indo além do ambiente digital. “Nada supera a coragem de ir para a rua, bater no portão e olhar nos olhos das pessoas”. A fala dialoga com iniciativas que o partido tem promovido em nível estadual, com encontros presenciais voltados ao contato direto com as bases.
Campanha II
A legenda ainda enfrenta desvantagem no ambiente digital, historicamente ocupado com maior força por figuras alinhadas à direita bolsonarista. Há exceções, claro. No Espírito Santo, por exemplo, a vereadora de Vitória Karla Coser (PT) se destaca pelo uso das redes sociais.
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Recado
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou a importância de uma vitória de Lula para a preservação da democracia. Também incentivou a militância a estabelecer comparações entre o que definiu como um governo de reconstrução, associado a Lula, e um governo de destruição, atribuído por ele a Jair Bolsonaro (PL). Nesse cenário, a polarização tende a se manter intensa, sobretudo com a projeção do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
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E o Espírito Santo? I
No contexto estadual, a diretriz de aproximação com a direita liberal encontra obstáculos. Isso porque os principais nomes com afinidade nesse campo estão em outros projetos, como o do governador Ricardo Ferraço (MDB) e o do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
E o Espírito Santo? II
Ainda no cenário capixaba, o PT, dentro da federação com PV e PCdoB, tende a buscar apoio prioritariamente entre legendas de esquerda, como o PSOL. A adesão de partidos de centro aparece, neste momento, como pouco provável.
E o Espírito Santo? III
A pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão (PT) ao governo cumpre o papel de fortalecer o palanque de Lula no Estado e, ao mesmo tempo, contribuir para a manutenção da presença petista na bancada federal, tanto na Câmara quanto no Senado. Neste último caso, Fabiano Contarato busca a reeleição.
E o Espírito Santo? IV
Outro desafio é reduzir a resistência ao partido. Em um Estado onde Jair Bolsonaro obteve mais votos do que Lula, esse cenário se apresenta como um obstáculo relevante e influencia também as demais disputas majoritárias e proporcionais.
E o Espírito Santo? V
Por fim, a orientação de buscar alianças mais amplas pode levar o partido a adotar uma postura mais moderada em pautas ideológicas, tema que costuma gerar desgaste, especialmente em segmentos mais conservadores.
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E ainda teve I
O Espírito Santo segue vivendo um período de movimentação intensa, com migração de apoios no cenário político local e disputas de bastidores envolvendo Pazolini e Ricardo.
E ainda teve II
A coluna Bastidores da Política, publicada na edição digital do ES Hoje desta sexta-feira (24), apontou que a ex-secretária de Estado de Governo Emanuela Pedroso (PSB) vem se consolidando como nome na chapa socialista para a disputa por uma vaga na Câmara. Ela conta, inclusive, com a preferência da ex-senadora Rose de Freitas.
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