O governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), participou, ao longo da segunda-feira (27) e desta terça-feira (28), do encontro nacional “Brasil Sob Ameaça – Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado”. Naturalmente, por ser o chefe do Executivo estadual, seria impraticável sua ausência, até porque as instituições se uniram para a realização do evento. Mas o que ficou mais nítido foi que ele e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que lideram as pesquisas de intenção de voto para o governo, têm pensamentos semelhantes voltados à área da segurança.
Em determinado momento, Ricardo defendeu a atualização da legislação brasileira para que as ações de facções criminosas passem a ser tipificadas como terrorismo, permitindo uma resposta mais rigorosa e eficaz do Estado.
Também frisou que, no território capixaba, a ordem é mantida pela lei e pela presença permanente do Estado nas comunidades. “A segurança pública é uma obra inacabada e eu não terceirizo as minhas responsabilidades. Quando o crime usa o terror, o Estado precisa responder com autoridade. E autoridade, aqui, não é excesso. É dever”, pontuou.
O discurso de Ricardo se assemelha ao de Pazolini. Faz sentido, visto que ambos representam espectros da direita. Mudanças na legislação e atuação mais ostensiva contra facções estão na ponta da língua.
Isso, porém, é um desafio para ambos: convencer o eleitor sobre quem deve ser privilegiado com o voto em outubro.
Ricardo tem como trunfo a continuidade do programa Estado Presente, que ganhou força na gestão do ex-governador Renato Casagrande (PSB) e que segue agora sob o comando do emedebista.
Pazolini, por sua vez, tem no currículo o fato de ser delegado da Polícia Civil, além dos números apresentados por Vitória durante sua gestão como prefeito.
Agora, os líderes das pesquisas, que se aproximam nessa área, têm a missão de convencimento. Não é tarefa simples.
Caveira no ES? I
Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel comentou, durante o evento de segurança, que pretende morar no Espírito Santo. A esposa é capixaba.
Caveira no ES? II
Ele já demonstra familiaridade com a região e citou Jardim Camburi como um dos possíveis redutos para sua nova moradia.
Unha e carne
Antigo aliado de Pazolini, o vereador da Capital Aylton Dadalto (Republicanos) está cada vez mais próximo de Ricardo Ferraço.
Novidade
Ainda no evento, o procurador-geral de Justiça, Francisco Berdeal, anunciou que, em seu segundo mandato à frente do Ministério Público Estadual (MPES), haverá a criação de um grupo especial de segurança pública.
Posicionamento
A presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargadora Janete Vargas Simões, demonstrou forte posicionamento no encontro. Pontuou que “não há mais espaço para respostas fragmentadas. É preciso união de todos. Este é um ambiente propício não apenas para diagnóstico, mas, sobretudo, para a construção de soluções”.
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Justa homenagem
Ainda sobre o TJES, foi muito justa a homenagem ao desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa, que dá nome ao edifício anexo à sede do Tribunal. O momento emocionou o decano dos desembargadores, Pedro Valls Feu Rosa, um dos filhos do homenageado.
Renovação
O alto comando da Polícia Militar conta agora com 12 novos coronéis. Trata-se de uma renovação significativa, considerando que são cerca de 20 oficiais com a patente mais alta da corporação.
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Na moita
Teve político bastante chateado por ter sido convidado, de última hora, para evento.
Tá na rede
“Estamos convocando 48 novos guardas civis municipais para reforçar a segurança da Serra. Cada agente representa mais agilidade no atendimento”
Weverson Meireles (PDT), prefeito da Serra










