O senador Marcos Do Val (Podemos), sem dúvidas, tem uma história incrível para contar sobre o seu mandato. “Incrível” porque o que foi e é contabilizado é completamente fora do comum.
Desde que assumiu o cargo, Do Val protagonizou mais polêmicas do que entregas concretas ao Espírito Santo. O que deveria ser um mandato voltado à articulação política e resultados para o Estado acabou se transformando em um enredo marcado por episódios controversos, disputas públicas e decisões questionáveis.
Reconhecido nacionalmente, não por grandes projetos ou articulações políticas, mas pelas sanções que acumula – muitas delas impostas pelo Supremo Tribunal Federal –, o senador virou figura carimbada nos noticiários mais por suas crises do que por conquistas. A recente determinação de uso de tornozeleira eletrônica, após descumprimento de medidas judiciais com uma viagem aos Estados Unidos, foi apenas mais um capítulo da sua conturbada trajetória.
A relação com a bancada federal capixaba tampouco escapou do clima de tensão. Trocas de farpas, inclusive com o senador Magno Malta (PL), marcaram esse período. Curiosamente, foi o próprio Magno quem saiu em defesa de Do Val, após a aplicação das medidas restritivas pelo STF. Os bastidores políticos, de fato, são capazes das reviravoltas mais improváveis.
Se o futuro político de Marcos Do Val parecia promissor no início do mandato, hoje os números apontam em outra direção. As pesquisas de intenção de voto indicam chances mínimas de reeleição — isso, claro, se ele decidir entrar na disputa.
Adotando o discurso de que é um perseguido pelo sistema, o senador tenta se manter relevante. Há quem compre essa narrativa. Há também quem veja nela apenas mais uma tentativa de vitimização diante do colapso político que se tornou sua trajetória.
A verdade é que sua história é, sim, incrível — não pelos feitos em benefício do Espírito Santo, mas pela sucessão de episódios polêmicos, surrealistas e, por vezes, inacreditáveis. O inacreditável é isso: saber que tudo isso realmente aconteceu.
Suspensão
Do Val corre risco de ter seu mandato suspenso no Senado.
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Fuga
Têm políticos capixabas, em Brasília, fugindo de polêmica quanto aos episódios de obstrução dos plenários do Congresso. Preferiram manter seus trabalhos.
União
Prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) serviu para unificar a direita. E justamente em um momento no qual eram cobrados pelo tarifaço dos EUA.
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Prato em prato I
Lançamento do projeto Cozinha Solidária, pelo governo do Estado, rendeu provocações internas: aconteceu antes do retorno do Restaurante Popular de Vitória.
Prato em prato II
O Cozinha Solidária vai fornecer refeições para pessoa em situação de vulnerabilidade social.
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Casa cheia
Evento de anúncios de investimentos para a saúde deixou o Palácio Anchieta com casa cheia. Caravana de prefeitos no Salão São Tiago.
Meu candidato!
Aliados fizeram coro, novamente, para um público apinhado de prefeitos para que o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), seja o candidato palaciano. “Futuro governador”, bradou a deputada estadual Janete de Sá (PSB).
Equilíbrio
Em seu discurso, o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), pregou equilíbrio e respeito às diferenças.
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Aviso I
Casagrande disse que quem ocupa cargo público tem que ser “político e técnico”. Deu exemplo de Tyago Hoffmann (PSB), peça curinga da gestão dele.
Aviso II
Casagrande também falou que Ricardo conhece todos os municípios e todas as comunidades. E que o emedebista sabe o caminho a ser feito. Disse ainda que “trocar por trocar” pode trazer danos. “É preciso continuar o trabalho e aperfeiçoar”.
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Quem é vivo… I
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), acompanhado do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, recebeu a visita do ex-deputado estadual Carlos Von (PL).
Quem é vivo… II
Von, no ano passado, esteve no alvo de uma forte especulação se seria candidato ou não à Prefeitura de Guarapari. Ele teve condenação anulada e recuperou direitos políticos. Contudo, o PL preferiu manter o deputado estadual Delegado Danilo Bahiense na corrida vencida por Rodrigo Borges (Republicanos).
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Corrida na faixa
Projeto de lei do deputado estadual Coronel Weliton (PRD) quer isentar agentes de segurança do pagamento de taxa de inscrição para corridas de rua no Estado.
MPES em Colatina
Ministério Público Estadual realizou mais uma rodada do projeto MPES Conecta, nessa quarta (7). Desta vez, foi em Colatina, que reuniu, além de autoridades colatinenses, representantes de Baixo Guandu, São Roque do Canaã, Marilândia, Governador Lindenberg, São Domingos do Norte, Vila Valério e Pancas.
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Na moita
Político na crista da onda vive tendo o nome confundido por prefeitos. Que não haja falha na hora do voto. Risos.
Tá na rede
“A luta contra a violência machista não aceita retrocesso”
Camila Valadão (PSOL), deputada estadual, sobre os 19 anos da Lei Maria da Penha










