As dívidas de condomínios levadas a protesto em Cartórios do Espírito Santo registraram um aumento de 1.638% em 2025, na comparação com o ano anterior, segundo dados do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Espírito Santo (IEPTB-ES). O volume passou de 91 registros em 2024 para 1.582 em 2025, configurando o maior crescimento da série histórica iniciada em 2020.
Em valores, o montante também apresentou forte alta. As dívidas condominiais encaminhadas a protesto saltaram de R$ 401 mil para R$ 2 milhões no período, um avanço de 420% em um ano.
Apesar do aumento da inadimplência formalizada, os dados apontam maior capacidade de recuperação dos créditos. Em 2025, 46,6% das dívidas apresentadas tiveram algum tipo de resolução, incluindo pagamento, acordo ou cancelamento. Ao todo, 560 dívidas foram solucionadas, com recuperação estimada em R$ 1,1 milhão.
Segundo o levantamento, parte das dívidas é quitada ainda nos primeiros dias após a notificação do devedor, enquanto outros casos são resolvidos após o protesto ou por meio de negociação entre as partes. Ainda assim, 49,3% dos débitos seguem pendentes, com os devedores negativados e sujeitos a restrições de crédito.
Tendência continua em 2026
Os dados do primeiro trimestre de 2026 indicam que o movimento de alta se mantém. No período, foram registrados 492 títulos de dívida condominial levados a protesto, somando R$ 897 mil.
Do total, 231 resultaram em protesto efetivado, enquanto 95 foram resolvidos, com taxa de recuperação de 26,6% em quantidade e 51,3% em valores.
O avanço reforça a consolidação do protesto em cartório como ferramenta de cobrança no setor condominial, em meio à busca por maior eficiência na recuperação de créditos e redução da inadimplência prolongada.
O protesto de cotas condominiais é previsto no Código Civil e pode ser realizado por síndicos ou administradoras sem necessidade de aprovação em assembleia, desde que cumpridos os requisitos legais.
A expectativa é de que o uso do instrumento continue em expansão ao longo de 2026, acompanhando o aumento do volume de registros observado no início do ano.









