Justiça manda soltar três acusados pela morte de vereador em Presidente Kennedy

A Justiça do Espírito Santo determinou a soltura de três acusados pela morte do vereador de Presidente Kennedy, Marquinho Costalonga, em decisão que reposiciona o andamento jurídico de um dos casos de maior repercussão no Sul do Estado.

A decisão foi proferida pelo juiz Douglas Demoner, da 1ª Vara Criminal Regional de Marataízes, que apontou irregularidades processuais e constrangimento ilegal na manutenção das prisões.

Foram colocados em liberdade Douglas da Silva Nunes, Elan Martins e Everaldo de Almeida Neto. Outros dois investigados permanecem presos, em razão da existência de mandados de prisão em aberto.

Segundo o magistrado, a prisão dos três acusados tornou-se irregular após o surgimento de um conflito de competência relacionado à reorganização administrativa do Judiciário estadual, além da ausência de perícia em equipamentos eletrônicos apreendidos durante a investigação.

De acordo com a decisão, a falta de definição processual adequada e o não cumprimento de diligências consideradas relevantes comprometeram a regularidade jurídica do caso.

O conflito de competência citado pelo juiz surgiu após mudanças promovidas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo no fim de 2025, quando houve a unificação de comarcas da região Sul, incluindo Presidente Kennedy, Marataízes, Itapemirim e Rio Novo do Sul. Apesar da reestruturação, os impactos diretos sobre o processo passaram a ser observados apenas no fim de abril de 2026.

Outro ponto destacado envolve a perícia em equipamentos eletrônicos apreendidos. A análise foi determinada pela Justiça em junho de 2024, logo após a conclusão do inquérito policial. No entanto, segundo informações do processo, os aparelhos não foram encaminhados para exame.

Uma nova determinação judicial para realização da perícia foi expedida em fevereiro de 2025, durante audiência, mas também não teria sido cumprida. Durante todo esse período, os equipamentos permaneceram sob responsabilidade da Polícia Civil de Presidente Kennedy.

A decisão também pode gerar desdobramentos para outros investigados no caso, entre eles Gilbert Wagner Antunes Lopes, conhecido como “Vaguinho Batman”, apontado nas investigações e considerado foragido há aproximadamente dois anos.

Segundo informações ligadas ao caso, ele integra a lista de procurados no Espírito Santo e é alvo de apurações que indicam possível ligação com grupos criminosos em outros estados.

Com a soltura dos três acusados, a defesa de outros envolvidos poderá solicitar extensão do mesmo entendimento jurídico adotado pela 1ª Vara Criminal Regional de Marataízes.

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