A nova pesquisa do Instituto Perfil, com divulgação neste sábado (26) por ES Hoje, apresenta um cenário de equilíbrio na disputa pelo governo do Espírito Santo nas eleições 2026. O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição, aparecem tecnicamente empatados tanto na pesquisa estimulada quanto na simulação de um eventual segundo turno.
A uma semana das eleições, o retrato é de um eleitorado dividido. Na pesquisa estimulada, Pazolini registra 36,94% das intenções de voto, contra 33,94% de Ricardo. Helder Salomão (PT) aparece com 8,11%. Já no confronto direto entre os dois primeiros, o governador tem 42,50%, enquanto o republicano alcança 41,67%. A diferença de 0,83 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,31 pontos.
Razões do equilíbrio na disputa pelo governo do Espírito Santo
Os números colocam algumas questões sobre a mesa. O que explica o equilíbrio entre um governador que dispõe de uma ampla estrutura política e um ex-prefeito que deixou o comando da Capital para disputar o Palácio Anchieta? E o que cada candidatura ainda precisa demonstrar ao eleitor nesta reta final?
Para Ricardo, a pesquisa apresenta dois retratos distintos. Na estimulada, ele aparece com 33,94% das intenções de voto. Já no eventual segundo turno contra Pazolini, alcança 42,50%. Na avaliação da administração estadual, 45% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 10,22% o classificam como ruim ou péssimo.
Ricardo deixou de ocupar a posição de vice-governador para assumir o comando do Executivo estadual. Conta com o apoio de prefeitos, com a estrutura política do MDB e com a participação do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que disputa uma vaga no Senado.
Mesmo com esses elementos, a pesquisa registra uma disputa equilibrada com Pazolini. O dado suscita diferentes interpretações: parte do eleitorado pode estar buscando uma mudança de comando, enquanto outra parcela pode ainda estar formando sua avaliação sobre a administração de Ricardo.
Há também uma informação relevante: 38,39% dos entrevistados acreditam que Ricardo vencerá a eleição, enquanto 36% apontam Pazolini. Trata-se de uma pergunta sobre a percepção dos eleitores, independentemente de suas próprias intenções de voto.
Presença expressiva de Pazolini
Pelo lado de Pazolini, os números mostram que o republicano mantém presença expressiva na disputa mesmo depois de deixar a Prefeitura de Vitória. Na pesquisa espontânea, aparece com 28,67%, diante dos 26,28% de Ricardo. Na estimulada, registra 36,94%.
Mas há questionamentos que acompanham sua candidatura. Até que ponto sua experiência à frente da Capital é percebida pelo eleitorado como suficiente para administrar todo o Espírito Santo? A aliança com o PL, de Magno Malta, influencia a avaliação de eleitores que não se identificam com o bolsonarismo?

São hipóteses que ajudam a formular perguntas sobre a campanha. O levantamento também aponta que 12,28% dos entrevistados declaram que jamais votariam em Pazolini, enquanto a rejeição declarada a Ricardo é de 7,56%.
Há ainda um terceiro personagem nessa disputa: Helder Salomão. O candidato do PT aparece com 8,11% na pesquisa estimulada e registra 20,89% na pergunta sobre rejeição.
Segundo turno e o voto já decidido
Os cenários de segundo turno permitem observar como o eleitorado se distribui diante de diferentes alternativas. No confronto entre Ricardo e Helder, o governador registra 56,22%, contra 14,89% do petista. Já na simulação entre Pazolini e Helder, o republicano tem 52,72%, enquanto o candidato do PT alcança 22,44%.
Outro elemento importante é o grau de definição do eleitorado. Segundo o Instituto Perfil, 76,28% dos entrevistados afirmam que seu voto para governador está totalmente decidido. Outros 14,61% admitem que ainda podem mudar de candidato.

Na pesquisa estimulada, 9,61% se declaram indecisos, enquanto 5,61% não sabem ou não responderam. São indicadores diferentes, obtidos em perguntas distintas, mas que ajudam a dimensionar o quadro registrado pelo levantamento.
Na corrida pelo Senado, Renato Casagrande (PSB) registra 30,69% das respostas na pesquisa estimulada, na qual cada entrevistado podia escolher até dois candidatos.

Na sequência, aparecem Fabiano Contarato (PT), com 11,29%; Maguinha Malta (PL), com 8,88%; Sérgio Meneguelli (PSD), com 8,42%; e Evair de Melo (Republicanos), com 7,41%. Marcos do Val (Avante) registra 5,78%, e Rose de Freitas (MDB), 4,98%.
A segunda vaga envolve, portanto, candidaturas de diferentes campos políticos.
A decisão entre propostas distintas
A pesquisa oferece um retrato da disputa entre os dias 21 e 24 de setembro, não uma antecipação do resultado das urnas. Mostra diferenças pequenas entre Ricardo e Pazolini, um eleitorado com diferentes graus de definição do voto e cenários de segundo turno que variam conforme os candidatos apresentados.
Na última semana de campanha, os dois principais concorrentes chegam com trajetórias políticas, alianças e propostas distintas. Caberá ao eleitor capixaba decidir qual delas deverá conduzir o Espírito Santo pelos próximos quatro anos.










