Menos deputados tentam reeleição e Câmara pode ter mais renovação

A eleição de 2026 terá menos deputados federais em exercício tentando permanecer na Câmara do que a disputa de 2022. Dos 513 parlamentares atualmente no cargo, 437 registraram candidatura à reeleição, o equivalente a 85,19% da Casa. Há quatro anos, eram 448.

A diferença de 11 candidaturas, porém, não significa que a Câmara terá necessariamente 11 novos deputados a partir de 2027. O resultado dependerá do desempenho dos atuais parlamentares e dos candidatos que disputam as vagas abertas.

No Espírito Santo, a movimentação acompanha o cenário nacional. Dos dez deputados federais eleitos pelo Estado em 2022, seis concorrem novamente à Câmara: Amaro Neto (PP), Da Vitória (PP), Gilson Daniel (Podemos),  Jack Rocha (PT), Messias Donato (União Brasil) e Dr. Victor Linhalis (PSB).

Os outros três deputados capixabas escolheram disputar cargos diferentes. Helder Salomão (PT) concorre ao governo do Espírito Santo, Evair de Melo (Republicanos) disputa uma vaga no Senado e Paulo Foletto (PSB) tenta retornar à Assembleia Legislativa.

A mudança de estratégia dos atuais deputados ocorre em um cenário nacional de maior migração para outras disputas. O número de parlamentares que concorrem ao Senado passou de 21, em 2022, para 42 em 2026. Também cresceu de seis para 11 o número de deputados federais que buscam uma vaga nas assembleias legislativas.

Além disso, cinco deputados em exercício disputam governos estaduais, um concorre à Vice-Presidência, um busca o cargo de vice-governador e três aparecem na disputa como primeiro suplente de senador. Outros 13 parlamentares não concorrem a nenhum cargo eletivo neste ano.

Para quem disputa a própria cadeira, a vantagem é também política e eleitoral. Segundo análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) citada pela Agência Câmara, o parlamentar em exercício conta com instrumentos como acesso ao Fundo Eleitoral e possibilidade de destinar emendas individuais, mecanismos que podem favorecer a campanha pela permanência no cargo.

A eleição de outubro, portanto, não definirá apenas quem ocupará as dez cadeiras destinadas ao Espírito Santo na Câmara. O resultado também mostrará quanto da atual bancada conseguirá permanecer em Brasília e quanto espaço será aberto para novos nomes a partir de 2027.

 

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