A articulação para a corrida ao Palácio Anchieta já desenha os cenários futuros no cenário político capixaba. A aposta do partido Progressistas ao disputar espaço na chapa majoritária se consolida com foco na sucessão de Ricardo Ferraço (MDB). Como a legislação eleitoral impede uma nova recondução ao Executivo estadual em 2030, a legenda busca fortalecer novas lideranças e apresenta o nome do vereador Camillo Neves como uma estratégia de médio e longo prazo para a sucessão no Estado.
A movimentação visa garantir protagonismo e crescimento partidário na federação ao longo dos próximos anos. Neves cumpre seu primeiro mandato no Legislativo municipal, tendo conquistado 2.778 votos no pleito de 2024, e passa a ser trabalhado pela sigla como um nome de projeção para composições futuras.
Projeção da federação para 2030 no ES
Em análise sobre a construção política da legenda, o presidente da federação União Progressista no Estado e deputado federal Da Vitória — que disputará a reeleição à Câmara dos Deputados — destacou que a sucessão exige planejamento antecipado do grupo. Na avaliação do parlamentar, o resultado do pleito deixará tanto o Progressistas quando União Brasil mais fortes para discutir o cenário nos próximos pleitos. A reeleição ainda mais.
“Uma coisa é certa: a União Progressista estará maior ainda em 2030. Camillo estará, a nossa federação estará nessa construção de um equilíbrio e de uma nova sucessão. A Constituição não permite uma outra eleição para o Ricardo Ferraço. Independente da permanência dele ou se ele quiser participar de um processo eleitoral, nós teremos a certeza que vamos fazer essa mesma unidade de pensamento. Eu acredito que estaremos muito maior, porque a gente possa ter uma eleição mais segura, com mais equilíbrio e, naturalmente, um governo muito melhor”, afirmou Da Vitória.
O movimento de ocupação na chapa majoritária reforça o objetivo da sigla de ampliar sua base eleitoral e garantir estabilidade na base governista para os próximos pleitos. Ao alinhar a candidatura ao governo com o surgimento de novos quadros com apelo popular, a federação projeta manter a unidade do bloco conservador e de centro na política do Espírito Santo até as próximas eleições gerais.
Da Vitória detalha escolha de Camillo após “desencontros” do grupo de Ricardo Ferraço










