A crise operacional e financeira na Apex Partners atingiu o seu ponto mais crítico desde a eclosão do caso. Entre a última sexta-feira e este fim de semana, a companhia promoveu uma demissão em massa que desligou cerca de 80% de seus funcionários e colaboradores.
O corte atinge praticamente todos os setores e unidades de negócio da instituição. A drástica redução do quadro de pessoal ocorre em paralelo ao surgimento de novas projeções do mercado e de fontes ligadas ao processo, que apontam que o passivo e o rombo financeiro real podem alcançar a ordem de R$ 1,4 bilhão — montante considerado de improvável recuperação perante os credores.
Cronologia da Crise: Do “Master Capixaba” à Ruína Operacional
O colapso da instituição financeira acelerou em ritmo vertiginoso ao longo dos últimos dias:
A escalada do escândalo coloca sob holofotes não apenas a estrutura acionária formal revelada em documentos societários, mas também as conexões com herdeiros de figuras proeminentes da política e do meio empresarial capixaba. Os nomes dos filhos do ex e atual governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e Ricardo Ferraço( MDB), respectivamente, Victor Casagrande e Pedro Chieppe, estão entre acionistas e quadro de diretores.
A presença de nomes ligados a famílias de grande projeção política amplia a repercussão nos bastidores do Estado, enquanto investidores locais e empresas que aportaram recursos tentam mapear o impacto do colapso e o destino das quantias sob suspeita.










