Convidado do programa EntreVistas, no canal de ES Hoje no Youtube, o vereador de Vitória, Camillo Neves (Progressistas), abriu o jogo sobre os bastidores que levaram ao seu distanciamento do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Neves foi enfático ao afirmar que o estopim para o rompimento foi a falta de autonomia e o desrespeito ao seu mandato parlamentar.
“Teve meu mandato desrespeitado e isso eu não negocio”, declarou o vereador, sinalizando que a relação com o antigo aliado tornou-se insustentável diante de posturas que feriam a independência do Legislativo municipal.
A mudança de rota levou Camillo Neves a integrar o grupo político que hoje sustenta a base do governador e pré-candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB). Durante a conversa, o parlamentar destacou que sua prioridade atual é um projeto de gestão que priorize o diálogo e o fortalecimento institucional de Vitória, algo que ele afirma ter encontrado no grupo liderado pelo atual governo estadual. Essa movimentação estratégica posiciona o vereador como uma peça-chave na articulação das forças de oposição ao modelo de gestão anterior na capital capixaba.
Outro ponto de tensão abordado foi a relação — ou a falta dela — com a atual prefeita de Vitória, Cris Samorini. Mesmo sendo correligionária de Neves no Progressistas, a prefeita ainda não recebeu o vereador em audiência oficial desde que assumiu o comando da PMV.
Camillo não escondeu o incômodo com o “gelo” político, reforçando que, apesar de pertencerem à mesma legenda, a falta de interlocução direta prejudica o alinhamento de demandas importantes para a cidade. O silêncio da prefeitura sinaliza um racha interno no partido que pode ter desdobramentos significativos no pleito que se aproxima.









