A campanha de arrecadação criada para custear a defesa do padre José Eduardo alcançou R$ 276.353,91, valor que superou a meta inicial de R$ 250 mil. A mobilização foi organizada após o religioso responder a um inquérito no Supremo Tribunal Federal e reuniu doações de apoiadores por meio das redes sociais.
De acordo com o padre, os valores arrecadados foram destinados ao pagamento dos honorários advocatícios relacionados ao processo. Em vídeo divulgado online, ele explicou que investigações desse tipo costumam envolver custos elevados. “Processos como esse normalmente passam de R$ 1 milhão”, afirmou. Segundo o religioso, houve redução no valor cobrado, com concessão de desconto por parte da defesa para viabilizar o pagamento.
A campanha foi iniciada após a decisão do ministro Alexandre de Moraes de arquivar o inquérito. O encerramento do caso ocorreu depois de a Procuradoria-Geral da República optar por não apresentar denúncia formal contra o padre.
A decisão foi divulgada pelo próprio religioso e por seu advogado, Miguel Vidigal, em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (31). Com a repercussão do caso, a vaquinha ganhou adesão de internautas e atingiu valor superior ao necessário para quitar os custos jurídicos.
O inquérito teve duração superior a dois anos e investigava a suposta participação do padre em reuniões realizadas no Palácio do Planalto, relacionadas a uma possível tentativa de golpe de Estado.
Durante o andamento das investigações, em fevereiro de 2024, o sacerdote foi alvo de mandado de busca e apreensão. Na ocasião, a Polícia Federal recolheu o passaporte e equipamentos eletrônicos do religioso como parte das diligências.
Com o arquivamento do caso e o valor arrecadado, a defesa jurídica foi integralmente custeada por meio das doações recebidas ao longo da campanha.









