Ao deixar o cargo nesta terça-feira (1º) para disputar uma vaga no Senado, o governador Renato Casagrande (PSB) afirmou que inicia um “novo ciclo” político e confirmou a manutenção de articulações com o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), classificadas por ele como institucionais.
A declaração foi dada durante prestação de contas realizada no Estádio Estadual Kleber Andrade, em Cariacica, após questionamentos sobre movimentações de bastidores e o cenário partidário envolvendo o deputado federal Victor Linhalis (PSDB).
“A gente conclui o período à frente do governo sabendo que não é um ciclo que está se fechando, mas um ciclo que se abre. Encerramos essa etapa, mas iniciamos uma nova, com o mandato que o Ricardo assume a partir de amanhã”, afirmou Casagrande.
Sobre o contato com Arnaldinho Borgo, o ex-governador explicou que a aproximação ocorreu após a decisão do prefeito de permanecer à frente da Prefeitura de Vila Velha, abrindo mão de disputar as eleições. Segundo ele, o encontro teve caráter institucional e tratou de investimentos no município.
“Ele esteve comigo tratando de investimentos em Vila Velha. Temos diversas obras para inaugurar e visitar. A partir do momento em que decidiu permanecer no cargo, nos procurou institucionalmente e abrimos esse diálogo”, declarou.
Casagrande ressaltou que eventuais desdobramentos eleitorais dessas conversas ainda são incertos. “O processo eleitoral será consequência, ou não, dessa relação institucional”, afirmou. Ele também garantiu a continuidade dos investimentos no município, independentemente de alinhamentos políticos. “Independentemente da posição dele, os investimentos em Vila Velha vão continuar”, disse.
Ao abordar o cenário partidário, o ex-governador afirmou que o PSDB trabalha na estruturação de sua própria chapa, sob a liderança de Arnaldinho Borgo e com participação de Victor Linhalis. “Como presidente do partido, ele está focado na organização da chapa do PSDB. O Victor também participa desse processo. Ainda não temos um resultado definido”, declarou.
Casagrande acrescentou que não há objeção à organização de chapas por outras siglas, desde que não haja interferência nas composições já estabelecidas. “Se houver espaço para ajudar, vamos contribuir, desde que não desmonte o que já foi construído. A federação montou sua chapa, o PSDB também, assim como o Podemos”, afirmou.
Segundo ele, qualquer eventual articulação dependerá da preservação das estruturas partidárias já consolidadas.









