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Deputado culpa colega de partido por agressão a médicos na Serra

Uma confusão no Pronto Atendimento Pediátrico do Hospital Municipal Materno Infantil da Serra acabou em agressão. Segundo vídeos que circulam nas redes sociais, alguns pais que aguardavam atendimento para seus filhos se revoltaram com a demora e buscaram os médicos dentro das salas de atendimento. O caso aconteceu na última segunda-feira (18).

Um dia após a confusão, durante um pronunciamento, o deputado Hudson Leal (Republicanos)  informou que seis médicos haviam sido agredidos durante o ocorrido. De acordo com o parlamentar, as agressões foram estimuladas por um outro deputado. Embora não tenha citado o nome, a indireta caiu no colo do seu correligionário Pablo Muribeca.

“Isso é muito grave. Agredir os médicos é inconcebível. Estimulado por um parlamentar, todos aqui já sabem quem é, é um parlamentar dessa Casa de Leis, na Serra, induzindo a agredir os médicos. Um médico foi parar no DML. A pessoa querer aparecer nas costas de nós. Eu não tenho medo de ninguém, de nada”, disse Hudson.

Deputado culpa colega de partido por agressão a médicos na Serra
Hudson Leal, deputado estadual – Foto: Tati Beling

Questionado sobre a afirmação, o deputado Muribeca alegou não estar presente durante o tumulto e que foi chamado para mediar a situação após a invasão. “Cheguei ao local e encontrei a Guarda Municipal (da Serra) presente, mantivemos um bom diálogo com as autoridades locais e acionamos a Polícia Militar, que testemunhou minha presença até a saída. Tive a oportunidade de conversar com funcionários e acalmá-los”, contou.

O parlamentar assegurou em entrevista que jamais incentivaria ou estimularia qualquer forma de agressão, principalmente aos profissionais de saúde, incluindo médicos. “As críticas que faço são direcionadas à gestão do município, conduzida pelo prefeito Sérgio Vidigal, e à Secretaria de Saúde, integralmente responsáveis pela organização e funcionamento adequado dos serviços de saúde”, pontuou.

Segundo Muribeca, é importante ressaltar que a demora no atendimento não deve ser atribuída aos médicos e funcionários do hospital, mas à falta de recursos e à má gestão do prefeito, que não tem providenciado profissionais suficientes para atender à demanda da população.

Deputado culpa colega de partido por agressão a médicos na Serra
Divulgação/ Hospital Materno Municipal da Serra

Em nota, a prefeitura da Serra informou que a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, instituição que administra o Pronto Atendimento, repudia veementemente o ocorrido. De acordo com o município, a invasão, protagonizada por um grupo de indivíduos, resultou em uma série de violências tanto para pacientes quanto para os profissionais de saúde da unidade.

Ainda segundo a prefeitura, a situação causou ferimentos nos colaboradores, incluindo escoriações, contusões, picos hipertensivos e até síndrome de pânico. Já em resposta à demora no atendimento, a equipe assegurou que todos os atendimentos estão normalizados com triagem de classificação de risco e quadro de médicos e profissionais regular atuante.

“Tomaremos todas as medidas necessárias para garantir a proteção de pacientes e profissionais de saúde, bem como para colaborar com as autoridades competentes na investigação e responsabilização dos envolvidos neste ato”, diz a nota.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, até o momento, nenhuma denúncia foi feita por parte dos profissionais. A reportagem do ES Hoje também entrou em contato com o deputado Hudson Leal, para falar sobre a acusação, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

Nota da prefeitura na íntegra 

É com profunda consternação que relatamos a invasão protagonizada por um grupo de indivíduos que resultou em uma série de transtornos e violências tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde presentes na unidade. Em determinado momento, os profissionais do local precisaram buscar proteção por conta das intimidações.

A situação causou ferimentos nos colaboradores, incluindo escoriações, contusões, picos hipertensivos e até síndrome de pânico. Repudiamos e classificamos como absolutamente inaceitável que um ambiente dedicado ao cuidado e ao bem-estar da comunidade seja alvo de tamanha violência e desrespeito.

Que situações como essa sirvam de alerta para a necessidade de união de esforços em prol da segurança e do respeito nas instalações de saúde, e que sejam prontamente combatidas para que não voltem a ocorrer.

Reiteramos, mais uma vez, nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de todos os funcionários e os pacientes que buscam atendimento em nossas instalações, sendo que todos os atendimentos estão normalizados com triagem de classificação de risco e quadro de médicos e profissionais regular atuante. Tomaremos todas as medidas necessárias para garantir a proteção de pacientes e profissionais de saúde, bem como para colaborar com as autoridades competentes na investigação e responsabilização dos envolvidos neste ato.

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