Em pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa, o deputado Euclério Sampaio (PDT) fez a defesa do Projeto de Decreto Legislativo, de sua autoria, onde fica decretada a suspensão do contrato do Governo do Estado com a Rodosol e o fim da cobrança de pedágio na Terceira Ponte. A medida ganhou apoio de outros parlamentares, que assinaram o documento ainda na tarde desta segunda-feira (24).
O plenário ficou em completo silencio, enquanto o deputado apresentava os seus argumentos. Euclério Sampaio fez questão de destacar que não está oportunizando uma situação criada nesta segunda-feira pela Rodosol, a empresa que explora a cobrança do pedágio. Devido a cobrança manual, a Rodosol simplesmente parou Vitória e Vila Velha, deixando as duas cidades à mercê de sua vontade.
“Luto para acabar com o pedágio da Terceira Ponte há 10 anos”, destacou. O deputado do PDT ainda observou que a população está saindo às ruas, clamando por mudanças e que a Assembleia Legislativa não pode perder a oportunidade de mostrar para a sociedade de que está a favor do povo e de suas reivindicações.
JUSTIFICATIVA – Para justificar a suspensão do Contrato 01/1998 e suas alterações entre o Governo do Estado e a Rodosol, com a consequente extinção da cobrança do pedágio, Euclério Sampaio fez as seguintes justificativas: “Chegado o momento de instabilidade nacional onde a população quer retomar as rédeas e controle politico em todo Brasil, os movimentos chegaram em momento de grande insatisfação do povo com desmandos e corrupção dos políticos”.
“É uma exigência de toda população principalmente da região metropolitana, que nunca concordou com a cobrança lesiva do pedágio. Tanto que combatemos essa prática desde o nosso primeiro mandato. Já demos a nossa contribuição na CPI da Rodovia do Sol. E os arquivos da imprensa contêm cobranças nossas, onde exigimos imediato fim do contrato entre o Governo do Estado e a Rodosol”, prosseguiu.
A seguir o deputado argumentou: “A nossa exigência pelo fim imediato da cobrança do pedágio é antiga e não foi iniciada agora, com o caos que a Rodosol criou com a cobrança manual. O custo da manutenção da ponte não é argumento relevante, para se eternizar a cobrança injusta do pedágio. Até porque a maior parte dos custos se referem á manutenção dos funcionários, contratados exatamente para atuar no sistema de cobrança”.
E finalizou da seguinte forma: “É inadmissível que persista a cobrança de pedágio dentro do perímetro urbano da região metropolitana de Vitória. A existência de cabines de cobrança, além de se constituir um grave erro, considerando que os investimentos privados iniciais para a conclusão da Terceira Ponte já foram quitados, traz danosa contribuição para o bom fluxo de veículos, que são retidos para efetuar o pagamento”.









