Após a divulgação do ataque cibernético que tirou do ar portais governamentais no Espírito Santo, órgãos públicos e equipes de Tecnologia da Informação contabilizam os estragos causados pelo grupo BLCKORDER. A invasão explorou brechas na empresa Ágape Consultoria e resultou no comprometimento de páginas e bancos de dados da Prefeitura de João Neiva, Prefeitura de Ibatiba, Prefeitura de Brejetuba e da Câmara Municipal de Vitória, além de outras 20 instituições municipais capixabas.
O que se sabe sobre o ataque hacker nas prefeituras do ES
O grupo reivindicou a autoria da ação por meio de mensagens de defacement (desfiguramento de páginas) exibidas nos sites afetados. O manifesto deixado pelos cibercriminosos condiciona o ataque ao cenário das eleições de 2026 e acusa o poder público de vulnerabilidade no armazenamento de informações dos cidadãos.
“Não somos um coletivo maléfico, mas estamos relatando o descaso do Estado com e para o cidadão brasileiro, principalmente online e com seus dados. Agradecemos a todo o apoio da população e este é só o começo das eleições de 2026”, afirmaram os invasores na nota publicada durante o comprometimento das plataformas.
Invasão em sistemas da Ágape e exfiltração de dados
A porta de entrada utilizada no ataque cibernético foi a infraestrutura da Ágape Consultoria, empresa privada que fornece softwares de gestão e hospedagem de portais para diversas administrações municipais do estado. Ao penetrar nos servidores centrais da fornecedora, o grupo alega ter obtido acesso direto à exfiltração de dados confidenciais mantidos pelos municípios.
A extensão real do vazamento de dados e o risco aos serviços oferecidos à população seguem sob investigação técnica. Autoridades policiais e órgãos de proteção de dados foram acionados para mapear o volume de registros acessados indevidamente e determinar o reestabelecimento seguro das plataformas.










