Novas imagens de câmeras de segurança divulgadas neste final de semana mostram o momento em que duas mulheres foram baleadas e mortas na manhã da última quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. O autor dos disparos é um policial militar, identificado como Luiz Gustavo Xavier do Vale, que foi preso após o caso.
As vítimas foram identificadas como Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha. Segundo as informações iniciais, elas teriam se envolvido em uma discussão com a ex-companheira do policial momentos antes do crime.
De acordo com relatos, a mulher acionou o ex-companheiro dizendo que estava sendo ofendida e que as duas tentavam agredi-la, além de envolverem o filho dela na confusão. O policial então foi até o local, acompanhado de outros colegas de farda.
Na nova filmagem é possível ver que o policial saiu de trás de uma viatura e surpreende uma das vítimas, que é atingida à queima-roupa no meio da rua. Ela tenta correr, mas é alvo de vários tiros disparados pelo policial e cai na calçada.
Enquanto isso, ao menos seis policiais assistem à cena sem reação. Após atirar e matar uma das vítimas, o policial retira o colete à prova de balas, joga no chão e parece se render aos colegas policiais. O vídeo não mostra, mas atrás da viatura, a primeira vítima do policial já estava caída no chão, baleada.
Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (14), o major Torezani, da Polícia Militar (PMES), sem revelar detalhes da investigação, informou que as apurações ainda estão em andamento e que a conduta dos outros militares que presenciaram o crime também será apurada. Luiz Gustavo Xavier do Vale segue preso no Quartel da Polícia Militar, em Vitória, desde o dia do crime.
O policial estava afastado dos serviços na rua, pois já era alvo de outra investigação por homicídio de uma mulher trans há anos atrás. Porém, ele estava em serviço no dia dos fatos quando foi acionado pela ex-mulher para ajudá-la na confusão envolvendo as vizinhas em Cariacica. Até o momento, a polícia não explicou se o cabo pediu autorização para sair ou se abandonou o posto de trabalho para ir até o local da confusão.
O caso segue sob investigação e também apuração da Corregedoria da Polícia Militar.
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