A morte de um olheiro da facção do Primeiro Comando de Vitória (PCV) reacendeu a guerra do tráfico de drogas entre o Morro do Cabral e o Morro do Quadro, em Vitória. O crime ocorreu no dia 1º de dezembro de 2025 quando a vítima, Mauro Sérgio de 46 anos, foi assassinada com mais de 30 tiros em uma emboscada.
De acordo com o adjunto da DHPP de Vitória, delegado Moreno Gontijo, Cauã das Chagas Freitas, de 20 anos, conhecido como “Menor da Maconha” e Lorran da Silva Ferreira, de 21, apelidado de “Soldado” foram os autores do homicídio. Além deles, um adolescente também teve participação no crime.
“A motivação é a guerra de facções. A guerra antiga tinha esfriado, mas o crime reacendeu essa situação entre os morros que são vizinhos”.
O delegado explica que, no dia do crime, Lorran, Cauã e o menor, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Morro do Quadro, fizeram uma emboscada e mataram Mauro Sérgio, integrante do PCV, durante um ataque no Morro do Cabral. Após a morte, houve revide da facção.

Moreno Gontijo destaca que, na hierarquia do crime, o olheiro fica em uma posição estratégica, mas também vulnerável. “Essa posição do olheiro o deixa vulnerável. Nesse dia, os três indivíduos da Chapada, que fica dentro do Morro do Quadro, entraram no Morro do Cabral e mataram Mauro Sérgio”, relatou.
Um mês depois da morte do olheiro, integrantes da facção do PCV foram até o Morro do Quadro e também realizaram um ataque. “Na ocasião, quatro pessoas foram feridas. Entre elas, uma criança de três anos e um adolescente de 13”, disse.
Mais prisões

Durante a prisão de Lorran, o soldado, a polícia prendeu uma liderança do tráfico de drogas. Se trata de Luan Alexandre Coutinho Augusto, chamado de “Cu de alho”, de 23 anos. Apesar de não ter feito parte do homicídio, Luan é conhecido por fazer parte da liderança na região. “Com ele, encontramos drogas, dinheiro e anotações referentes ao tráfico de entorpecentes”, finalizou.









