Justiça determina internação de até 3 anos para adolescente que esfaqueou aluno em Vitória

A Justiça determinou a internação por até três anos do adolescente envolvido no ataque a um estudante dentro de uma escola municipal no bairro Jardim Camburi, em Vitória. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (6) pela 2ª Vara da Infância e Juventude.

O jovem foi responsabilizado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio por motivo torpe. Ele cumprirá medida socioeducativa de internação — a mais grave prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — em uma unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).

Segundo a decisão judicial, o adolescente ficará sob acompanhamento de uma equipe especializada durante o período de internação. Também foi determinado que ele receba acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o início do cumprimento da medida.

Em nota, o Iases informou que não pode divulgar detalhes sobre adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Segundo o órgão, a divulgação dessas informações violaria o princípio da proteção integral previsto na legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes.

Ataque aconteceu dentro da escola

O ataque ocorreu em 19 de março deste ano, dentro de uma escola da rede municipal no bairro Jardim Camburi. Naquele dia, o adolescente entrou no colégio com uma faca e golpeou um colega da mesma idade, de 13 anos, que sofreu ferimentos na região das costas e próximo à axila. Um professor conseguiu conter o agressor e a polícia foi acionada.

Após o ocorrido, o aluno ferido recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado ao Hospital Estadual Infantil Dra. Milena Gottardi, onde permaneceu internado, passando inclusive pela UTI. Ele recebeu alta no começo de abril e continua a recuperação em casa, acompanhado pela família.

De acordo com a Prefeitura de Vitória, a família do aluno ferido recebeu acompanhamento desde o momento do ataque, com suporte na área de saúde e apoio psicológico.

Escola retomou atividades após pausa

Após o episódio, as aulas na unidade foram suspensas temporariamente. Segundo a prefeitura, a pausa foi necessária para organizar ações internas e oferecer acolhimento a estudantes, familiares e profissionais da escola.

Antes do retorno das atividades, de acordo com o município, foram realizadas rodas de conversa e encontros voltados ao diálogo e à prevenção de conflitos. Também houve planejamento de atividades de acolhimento e apoio emocional para os alunos.

Ainda segundo o município, a rede municipal mantém ações permanentes de prevenção ao bullying e à violência escolar, incluindo programas voltados ao fortalecimento do diálogo e da convivência pacífica entre estudantes.

No campo da segurança, as escolas contam com o apoio da Guarda Civil Municipal, por meio de equipes especializadas que realizam palestras e atividades educativas, além do uso de dispositivos de emergência instalados nas unidades para acionamento rápido em situações de risco.

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