Polícia descarta motivação política e revela o que estaria por trás da morte de suplente no ES

A Polícia Civil (PCES) concluiu o inquérito que investigou a morte de Renato Rosa, conhecido como “Fenômeno”, assassinado no dia 6 de outubro de 2024, logo após as eleições municipais, em Vila Valério. Renato havia conquistado a suplência para o cargo de vereador no município horas antes do crime.

No início das investigações, a proximidade entre o assassinato e o resultado das eleições levantou suspeitas de motivação política. Porém, segundo a polícia, o caso foi esclarecido como uma execução ligada ao tráfico de drogas na região.

De acordo com as investigações, Renato era conhecido por manter um embate com integrantes do tráfico e não aceitava imposições feitas por criminosos que atuavam no município. Ainda segundo a polícia, ele costumava andar armado, o que fazia com que os suspeitos evitassem confrontos diretos contra ele.

Os investigadores apontaram ainda que Renato já havia sofrido uma tentativa de homicídio cerca de cinco meses antes do assassinato. Na ocasião, segundo a polícia, ele reagiu e baleou dois suspeitos.

No dia do crime, após acompanhar o resultado das eleições e comemorar com amigos a conquista da suplência, Renato seguia para casa quando foi perseguido por quatro homens em duas motos. Segundo a investigação, ele foi perseguido por várias ruas da cidade até chegar a uma área mais afastada, onde foi rendido e assassinado.

A perícia identificou pelo menos 20 perfurações no corpo da vítima, o que, segundo a polícia, indica que os criminosos tinham a intenção de executá-lo como forma de vingança e para “mostrar poder”.

Durante as investigações, quatro homens foram presos suspeitos de participação no crime. Gabriel da Cunha Guedes, de 28 anos, Elisson Victor Borges D’Ajuda, de 21, Kaio Rodrigues da Vitória, 23 e Marlom Nunes Carvalho, de 23 anos.

Polícia descarta motivação política e revela o que estaria por trás da morte de suplente no ES
Foto: Divulgação PCES

Todos foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo e respondem à ação penal. Segundo a polícia, os investigados têm ligação com facção criminosa e possuem antecedentes por crimes como homicídio e tráfico de drogas.

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