Criança é esfaqueada dentro de escola em Jardim Camburi

Um estudante foi esfaqueado por outro dentro da escola EMEF Adevalni S. Ferreira de Azevedo, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, na tarde desta quinta-feira (19).

De acordo com informações iniciais, os dois envolvidos são alunos da mesma turma, com idades entre 12 e 14 anos. O adolescente ferido foi socorrido e encaminhado a um hospital da região. Já o outro estudante, apontado como agressor, permaneceu dentro da unidade escolar aguardando a chegada dos pais, enquanto era acompanhado por policiais.

Segundo o Boletim de Ocorrência, um aluno trajando uma máscara e em posse de uma faca esfaqueou outro aluno no interior do Colégio Asfa, em Jardim Camburi.

Até o momento, não há confirmação sobre o que teria motivado a agressão.

A Polícia Militar (PMES) foi acionada e está no local. Após o ocorrido, os alunos foram liberados das aulas. Muitas famílias se dirigiram à escola para buscar os filhos, o que gerou movimentação intensa na região.

Imagens feitas pelo jornalista Jair Oliveira, da Rádio ES Hoje, mostram o momento em que o garoto suspeito da agressão foi apreendido pela PM.

O que diz a Prefeitura de Vitória

A Prefeitura de Vitória (PMV) disse, por meio de nota, que se solidariza com a vítima e seus familiares, com a comunidade escolar e com os moradores da região, reiterando seu compromisso com o cuidado, o respeito e a segurança de todos.

Segundo a prefeitura, a situação está sob controle e se tratou de um caso isolado.

A  PMV completou ressaltando que as aulas foram suspensas na noite desta quinta-feira para as turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também serão nesta sexta (20) para todos os turnos.

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Comentários
  1. Não estou defendendo o agressor. Mas é impossível ignorar que situações assim, muitas vezes, são consequência de algo maior: o bullying.
    Quantas crianças estão sofrendo caladas dentro das escolas, sem que adultos tomem a devida providência? Quando o problema é ignorado, ele cresce — e, infelizmente, pode terminar em tragédia.
    Sinto muito pelas duas crianças envolvidas. No fim, ambas são vítimas de uma realidade que poderia ter sido evitada com mais atenção, escuta e responsabilidade.

  2. Não estou, em hipótese alguma, defendendo a atitude do agressor. No entanto, é preciso olhar com responsabilidade para o contexto em que tudo aconteceu. Situações como essa, muitas vezes, estão diretamente ligadas ao bullying — uma realidade que ainda é negligenciada dentro e fora das escolas.
    É muito provável que a criança agressora também estivesse sofrendo, sem o devido acolhimento ou intervenção dos adultos responsáveis, seja no ambiente escolar ou familiar. Quando sinais são ignorados, o sofrimento se acumula e, infelizmente, pode resultar em atitudes extremas.
    Vivemos uma realidade em que muitas crianças enfrentam o bullying diariamente, enquanto, por vezes, adultos preferem minimizar ou fingir que está tudo bem. Até que algo mais grave acontece.
    Sinto profundamente por ambas as crianças envolvidas. São vítimas de uma situação que poderia — e deveria — ter sido evitada com atenção, escuta e ação no momento certo.

  3. A escola é como uma prisão para as crianças precisa que é aqueles que estão na escola prestem atenção em tudo e tome providências. É por isso e por outros que é urgente termos home schooling. O primeiro responsável pela educação dos filhos são os pais. O estado não substitui os pais. O estado só serve para ser nosso empregado mais nada.

  4. Concordo plenamente. É trágico, é sofrimento e é possível de ser evitado. O problema é complexo e não há uma solução simples. É acolhimento, é proximidade, é criar uma escola igualitária e de escuta ativa.

  5. Minha filha estudou no ASFA. Lá é um bando de selvagens sem supervisão de ninguém. Minha filha sofreu bullying por anos de um grupo de crianças e teve a lancheira térmica esfaqueada dentro da sala de aula. Na época a escola se recusou a fornecer informações e fez de tudo para abafar o caso. Péssimo colégio, parece mais um presídio em Jardim Camburi.

    Os responsáveis pela administração da escola não têm controle e não sabem o que fazer no dia a dia das crianças dentro da escola.

  6. Esse tipo de problema estão em toda parte. Minha filha estuda no Elzira e sofre todos os dias e a escola não faz nada. Não tem um projeto que faça nossas crianças respeitarem uns ao outros. No grupo dos pais reclamam dos professores que estão perdendo a paciência em sala de aula, mas será que estão corrigindo seus filhos em casa? Também não podemos deixar toda educação por conta dos professores.

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