O crime estaria acontecendo em represália depois que um suspeito morreu durante um confronto com a polícia. Na ocasião, o ônibus havia acabado de parar no ponto para o embarque de passageiros, quando os criminosos chegaram, ordenaram que todos descessem e, em seguida, atearam fogo no ônibus. Nove pessoas estavam dentro do coletivo no momento da ocorrência, mas não se feriram.
Ao todo, três ônibus do Sistema Transcol foram alvo de vandalismo na Serra entre a madrugada e o final da manhã desta sexta-feira (19). Dois deles foram incendiados e ficaram completamente destruídos, enquanto o terceiro foi apedrejado. Com isso, já somam 16 ônibus atacados (incendiados ou apedrejados) em menos de um mês na Grande Vitória.
A ocorrência mais recente foi registrada na BR-101, na altura do bairro Cidade Pomar, com um ônibus incendiado e outro apedrejado.
Já de madrugada, em Nova Carapina II, um coletivo da linha 824 (T. Laranjeiras/ Nova Carapina I e II) havia acabado de parar no ponto para o embarque de passageiros, quando os criminosos chegaram, ordenaram que todos descessem e, em seguida, atearam fogo no ônibus. Havia 9 pessoas dentro do veículo no momento da ocorrência. Ninguém se feriu.
O GVBus, por nota, lamentou a depredação e a destruição de ônibus coletivos, e ressaltou que “esse ato somente traz prejuízos para o Sistema Transcol e para os moradores dos bairros onde os fatos ocorrem”.
Segundo a GV Bus, em pouco mais de 20 anos (entre 2004 e 2025), 102 ônibus do Sistema Transcol foram incendiados por criminosos, três deles em 2024, e outros nove em 2025, incluindo o caso desta sexta-feira (19), ficando todos completamente destruídos. O impacto financeiro (somente com ônibus incendiados, que ficaram totalmente destruídos) é de R$ 9,6 milhões em pouco mais de 20 anos, levando em consideração o custo de reposição desses veículos em valores atuais – um coletivo novo custa em média R$ 800 mil, já os micro-ônibus, média de R$ 650 mil. “Estes prejuízos recaem em todo o Sistema Transcol, especialmente nas empresas de ônibus, mas também na população, já que um ônibus novo demora em média três meses para ser fabricado, além do período dos trâmites legais para que ele entre em circulação”.
A Secretaria de Segurança foi procurada para dar mais detalhes do segundo coletivo queimado, e assim que enviar um posicionamento será acrescentado à matéria.