A proprietária de uma boutique de roupas femininas, localizada no Centro de Linhares, Norte do Espírito Santo, foi detida nesta quarta-feira (14) sob a suspeita de cometer furto de energia. O equipamento do estabelecimento comercial estava adulterado, o que impedia o registro do consumo real de energia elétrica.
A fraude foi identificada durante uma operação conjunta da EDP, distribuidora de energia elétrica no Espírito Santo, e da Polícia Civil (PCES). Durante a inspeção, técnicos da concessionária, com apoio de agentes do Departamento de Investigações Criminais (Deic) de Vitória e peritos do Instituto de Criminalística (IC), constataram uma fraude no medidor de energia do estabelecimento.
Segundo as equipes, o equipamento estava adulterado e impedia o registro do consumo real, o que configura a fraude. A proprietária do comércio acompanhou toda a fiscalização.
A mulher foi conduzida à Delegacia Regional de Linhares para que fossem adotadas as medidas cabíveis.
Crime
A Polícia Civil alerta que o furto de energia elétrica é crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Quem comete esse tipo de crime está sujeito à pena de reclusão de 1 a 4 anos, além de multa.
Além disso, o autor do furto também deverá ressarcir a concessionária EDP pelos valores correspondentes à energia não faturada, conforme determina a Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Danos à população
Já a EDP frisou que a irregularidade representa riscos à segurança da população, podendo causar curtos-circuitos, incêndios, sobrecarga na rede e acidentes graves. A concessionária reforça que denúncias de ligações clandestinas ou fraudes podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento









