Uma ação conjunta da Polícia Civil e da EDP identificou um esquema de furto de energia em uma residência de alto padrão na região de Bela Vista, em Castelo. O imóvel utilizava ligação clandestina para abastecer irregularmente outras unidades, incluindo um restaurante, apartamento, cobertura e áreas comuns de um condomínio.
A irregularidade foi descoberta durante uma inspeção técnica que apontou que parte da energia consumida não passava pelo sistema de medição, impedindo o registro real do consumo. Durante a vistoria, técnicos também identificaram uma rede clandestina que distribuía eletricidade para outros imóveis.
Outro indício que chamou atenção foi o histórico de consumo da residência, inferior a 200 kWh por mês — volume considerado incompatível com o padrão do imóvel e com a quantidade de unidades abastecidas de forma irregular.
Os responsáveis pelo imóvel foram encaminhados à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. A operação contou com o apoio de equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), de Vitória, além de peritos do Departamento de Engenharia Forense do Instituto de Criminalística da Polícia Científica.
O furto de energia é considerado crime, previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Além da responsabilização criminal, o infrator também deverá ressarcir os valores referentes à energia não faturada, conforme regras da Agência Nacional de Energia Elétrica, incluindo custos administrativos e operacionais.









