O casal do Espírito Santo que tentou fugir para o Uruguai com R$ 1,5 milhão roubados do Banco do Brasil foi identificado como Eduardo Barbosa de Oliveira, 43 anos, e Paloma Duarte Tolentino, 29 anos. Segundo a Polícia Civil (PCES), ambos fingiram não se conhecer para comprar um carro com o dinheiro.
Paloma foi a uma concessionária, localizada em Bento Ferreira, Vitória, e tentou comprar um Jeep Renegade com dinheiro em espécie. O vendedor teria dito que a loja não aceitava pagamento em espécie. Foi então que Paloma disse que “possuía dinheiro empenhado” na agência do Banco do Brasil, localizada no bairro Praia do Canto, na capital.
A suspeita se dirigiu ao local junto com o vendedor. Lá, eles se encontraram com Eduardo. O funcionário do banco e Paloma fingiram não se conhecer para que a negociação da compra do veículo fosse realizada.
A polícia ressaltou que Paloma atua como diarista e que sua renda declarada é de um salário mínimo. “A compra do veículo Jeep Renegade é objeto de fortes indícios de que tal bem foi adquirido com produto do furto”, destacou a polícia.
Entenda o caso
Um funcionário do Banco do Brasil e a companheira dele foram presos pela Polícia Rodoviária Federal nesta segunda-feira (18) enquanto transportavam R$ 1,5 milhão em dinheiro furtado de uma agência bancária.
O suspeito, de 43 anos, teria furtado o dinheiro -em reais, euros e dólar- em uma agência do Espírito Santo, onde trabalhava. Segundo a PRF, ele e a mulher de 29 anos tentavam fugir para o Uruguai, levando no carro malas, um cachorro e um gato.
Ao todo, foram contabilizados R$ 763.438 reais, 70.700 euros e 41.940 dólares. Aos policiais, a companheira teria admitido que viajavam ao Uruguai e confirmou que as cédulas pertenciam ao Banco do Brasil.
O casal foi abordado pelos agentes na BR-158, em Santa Maria (RS). A corporação, que já havia recebido a denúncia a respeito do funcionário, conseguiu parar o carro dos suspeitos e fizeram uma inspeção no veículo.
Os dois foram presos e levados à Polícia Judiciária. As cédulas e o carro foram apreendidos pela PRF. Ainda não está claro como ele subtraiu os valores e nem qual era sua função na agência.
Ao UOL, Banco do Brasil informou que teve conhecimento do ocorrido. Em nota, a empresa disse que a área de segurança identificou o furto, comunicou às autoridades policiais e colaborou com as investigações.









