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Peritos da polícia civil são ouvidos em nova audiência do caso de irmãos mortos em Linhares

GEORGE ALVES 2
Georgeval e Juliana com os filhos Kauã e Joaquim. Casal responde criminalmente pela morte das duas crianças. Foto: arquivo pessoal

Mais seis peritos da polícia civil foram ouvidos nesta quarta-feira (12), na 4ª audiência sobre o caso dos irmãos Joaquim Alves, de 3 anos, e Kauã Salles Burkovsky, 6, encontrados carbonizados dentro de casa, em Linhares. Ao todo, a defesa convocou sete testemunhas, mas uma delas foi dispensada.

Leia também: Juliana e Georgeval participam de audiência, mas só serão ouvidos em fevereiro

De acordo com o advogado Siderson Vitorino, que representa a família de Kauã, detalhes da audiência não podem ser repassados porque o processo corre em segredo de justiça.

“A dinâmica das audiências de hoje foi no sentido da oitiva de peritos da polícia civil. Além de referendarem aquilo que já estava disposto em laudos, eles trouxeram também detalhes que não estavam no papel. Somados, há todo um conjunto probatório, que revela mais indícios da culpabilidade, materialidade e autoria dos crimes os quais são acusados Georgeval e Juliana”.

Georgeval e Juliana estiveram presentes novamente na audiência. O advogado comentou a postura do casal durante as oitivas. “A percepção particular que eu tive é que o Georgeval estava indiferente a situação, como se nada tivesse acontecido. Me pareceu que Juliana estava com uma carga sentimental um pouco maior”.

De acordo com o advogado, as próximas oitivas acontecem nos dias 5 e 12 de fevereiro, onde serão ouvidas mais testemunhas do caso. O interrogatório de Georgeval e Juliana está marcado para o dia 19 do mesmo mês, em Linhares.

“Na oportunidade, vamos perguntar ponto a ponto cada um dos itens técnicos das perícias, que desmontam a versão contada por Georgeval. Ele terá que explicar como contou uma versão, e os laudos apontam para um caminho totalmente diferente do que ele tem dito até agora”.

Confusão

O fim da audiência foi marcado por uma grande confusão, ao lado de fora do Fórum Criminal de Vitória. Isso porque um policial foi filmado jogando spray de pimenta contra os familiares.

“O episódio de spray de pimenta disparado contra a nora da dona Marlúcia e familiares do Kauã pelo agente da secretaria de justiça não coaduna com a verdade, nem se perfila no direito daquilo que ele foi treinado. Deve ser usado para conter uma possível ou eminente ameaça ao trabalho e custodiado que ele esta transportando. Se o custodiado está no cofre, a portas fechadas e a viatura em movimento, entendo que a avô do Kauã não oferecia nenhum perigo. Vamos agora ao DPJ de Vitória fazer um Boletim de Ocorrência porque no meu entendimento, houve abuso de autoridade”, afirmou o advogado Siderson Vitorino.

Rainy Butkovisky, pai de Kauã, se mostrou indignado com a atitude dos policiais no local. “É muito sofrimento, um atrás do outro. A gente vem aqui tentar fazer o nosso ato e ainda ser recebido dessa maneira é muito triste, muito doído mesmo”.

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