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Operação identifica quadrilha de receptação e adulteração de veículos no Estado

Foto: Barbara Caldeiras
Foto: Barbara Caldeiras

Quatro despachantes e um casal de empresários são suspeitos de comandarem esquema de adulteração de placas de veículos no Espírito Santo. Foi o que apontou operação da Polícia Civil deflagrada nesta terça-feira (11) nas cidades de Vitória, Vila Velha e Guarapari.

A ação é resultado de dez meses de investigação e, de acordo com o delegado Ricardo Toledo, a associação criminosa é envolvida em um esquema de adulteração de sinais identificadores, falsificação de documentos públicos e reinserção de veículos clonados no mercado.

As adulterações foram descobertas pela frequência de apreensões do mesmo tipo feitas pela Divisão de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Por mês, a mesma delegacia apreende cerca de 50 veículos com algum tipo de adulteração, que são analisadas e qualificadas pelos peritos.

O delegado explica que essa é apenas uma das partes do ciclo de um veículo adulterado. Inicialmente ele é roubado, passa por um período de espera para garantir que não há rastreador e depois inicia-se o processo de falsificação de placas e número de chassis. “Esse elo da cadeia de adulteração consistia na parte de confecção de placas veiculares e pesquisas e sistemas informatizados do Detran, visando identificar números de chassis e de motor, ou seja, dados de informações do veículo”

Segundo Toledo, a quadrilha gerou prejuízos milionários a empresas, pessoas e até aos cofres do Estado, pois estes veículos adulterados não pagavam impostos. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de suspensão de atividades de despachantes, fabricantes de placas de veículos e chapas para confecção de placas.

As investigações apontaram que o grupo faz parte de uma esquema ainda maior que receptava e adulterava veículos no ES. E que eles favoreciam o mercado criminoso de roubo, furto, receptação e adulteração veicular.

Não houve prisão, mas apreensão de materiais usados no esquema, como em Vila Velha, onde no bairro Cristóvão Colombo foram apreendidos documentos de um despachante, materiais para a fábrica de placas, além de um R$10.300 em espécie no escritório de um dos despachantes. Os suspeitos estão com as atividades suspensas enquanto o inquérito não for concluído.

“Infelizmente a nossa legislação é muito branda com relação a crimes que não envolvem violência em grave ameaça. Então, nós representamos por medidas cautelares diversas a prisão, que infelizmente a nossa legislação não consegue visualizar que esses crimes, que em tese, não são praticados mediante violência ou grave ameaça, geram e incentivam crimes graves como latrocínio e os roubos que assolam a nossa população”.

Além dos suspeitos que estão sendo investigados, um mecânico também está foragido desde março. Ele seria o responsável por fazer a raspagem dos vidros e a inserção de um novo número de chassis.

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