Ela é redonda, crocante, cremosa e democrática. A pizza, prato de origem italiana que conquistou o paladar dos brasileiros, ganhou um dia só seu no calendário nacional. O Dia da Pizza, celebrado nesta quinta-feira (10), é mais do que uma desculpa para saborear uma fatia: é também uma oportunidade para refletir sobre como manter o equilíbrio mesmo diante de um dos alimentos mais consumidos do país.
Segundo a Apubra (Associação Pizzarias Unidas do Brasil), o Brasil é o segundo maior consumidor de pizza do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. São 3,8 milhões de unidades produzidas diariamente, uma média de 2.630 pizzas por minuto. Entre os sabores mais pedidos, calabresa (38,2%), muçarela (16,2%) e margherita (13,2%) lideram o ranking, seguidas da portuguesa (10,3%) e frango (4,9%).
Mas como inserir esse alimento em uma alimentação equilibrada? Como nutri, eu afirmo: é possível!
Muitos temem, por conta do carboidrato e dos recheios. Porém, vale ressaltar que podemos incluir em momentos especiais, como uma confraternização. Esses momentos são essenciais para saúde mental de quem está disciplinado com dieta. Mas uma dica, para quem não quer sair do foco, é optar por pizzas com recheios que têm mais proteínas, como a de frango – sem catupiry, hein! A marguerita também é ótima opção, por ter poucos ingredientes: apenas queijo, tomate e manjericão.
Não quer exagerar, coma uma fatia, saboreando.

Danilo Almeida, pós-graduado em nutrologia pela ABRAN, concorda comigo: “Nenhum alimento isolado é vilão. O problema está na frequência, na quantidade e na qualidade do que se consome. Uma pizza bem feita, consumida com prazer e sem culpa, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada”, completa.
Ele, contudo, só alerta para as intolerâncias. “A base tradicional da pizza leva farinha de trigo e cobertura com bastante queijo. São alimentos que, apesar de comuns, podem provocar reações em pessoas com intolerâncias, alergias ou hipersensibilidades alimentares”, explica doutor Danilo.
De acordo com o médico, isso não significa que a pizza precisa ser banida do cardápio. “O que inflama um corpo pode ser inofensivo para outro. O mais importante é conhecer o que funciona para você. Hoje temos exames que ajudam a identificar essas sensibilidades, mas, de forma geral, o consumo moderado e consciente é sempre um bom caminho”.
Para quem deseja aproveitar a data com leveza, a boa notícia é que a pizza pode ser adaptada. Substituições simples, como trocar a farinha de trigo refinada por farinha de arroz, grão-de-bico ou até couve-flor, já fazem diferença na resposta do corpo ao alimento. Reduzir a quantidade de queijo ou optar por versões vegetais também são estratégias.
“Fazer a própria pizza em casa é uma excelente alternativa. Dá para controlar os ingredientes, reduzir a quantidade de sódio e gordura e até incluir vegetais, proteínas magras ou ervas anti-inflamatórias”, orienta o médico.










