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Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves abre mais 99 leitos

pshospitaljayma_romero__6_-16736 Nesta quarta-feira (01) o governador Renato Casagrande visitou os novos serviços oferecidos à população no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves. O Hospital disponibiliza à população mais 99 leitos a partir desta quinta-feira (02): são 30 de Hospital Dia, 14 no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e 55 no Pronto-Socorro. No total, serão ofertadas 259 vagas de 424 previstas até o fim do ano.

Também estiveram no hospital o secretário de Estado da Saúde, José Tadeu Marino, do vice-governador, Givaldo Vieira e de diretores da Unidade, além de demais autoridades.

Com a abertura do Pronto-Socorro, nesta quarta-feira (01), que terá capacidade para oito mil atendimentos mensais, o novo Hospital estará apto a receber diretamente os pacientes, além de remoções de urgência feitas pelo Samu 192, Bombeiros ou Polícia. Até então, a Unidade recebia somente encaminhamentos.

“A cada dia, estamos melhorando os nossos serviços em Saúde, trabalhando firmemente para novos leitos no Espírito Santo, e serão mil novos leitos até o final de 2013. E esses novos 55 espaços, no Hospital Jayme Santos Neves, são muito bem estruturados, com equipamentos que os igualam a UTI’s, para melhor atender a quem necessita de serviços de urgência. Aqui também temos novos 30 leitos de hospital/dia, além de 14 leitos para tratamento de queimados”, destacou o governador.

Casagrande também salientou que, em breve, o Governo do Estado colocará o hospital São Lucas em funcionamento e também iniciará a construção do novo Hospital Infantil. “São obras que garantirão ainda mais qualidade à nossa saúde pública, sempre, focadas em nossa premissa de fazer mais para quem mais precisa”, disse.

O secretário José Tadeu Marino ressaltou a importância da entrega desses leitos. “É com muita alegria que entregamos mais 99 leitos, em um Hospital mais amplo que permite um atendimento mais humanizado à população. A realidade de corredor cheio já esta mudando com a abertura de novos leitos, e até final do ano que vem nós vamos conseguir melhorar muito essa situação”.

O novo Pronto-Socorro assumirá os serviços de urgência e emergência que deixarão de ser prestados pelo Hospital Estadual Dório Silva, na Serra, nesta quinta (02). Ele passará por uma readequação do perfil de atendimento, contando com leitos de retaguarda e voltado para pacientes crônicos, que representam uma nova e crescente demanda para a saúde pública.

Inaugurado há pouco mais de dois meses, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves oferecerá de modo ampliado todos os serviços do Dório Silva. Além dos novos 99 leitos, outros 160 já estão em funcionamento, sendo 40 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), totalizando 259. Isso sem contar o serviço de ambulatório, que já está atendendo.

O novo Hospital é o maior e mais moderno, entre públicos e privados, do Espírito Santo, com 424 leitos. Devido ao seu tamanho, são 31,6 mil m² de área construída, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) elaborou um cronograma para abertura de seus serviços à população.

Até o final do ano, A Unidade funcionará com todos os seus leitos, oferecendo ainda referência em gestação de alto risco e cirurgia cardíaca, que é novidade. Os pacientes terão acesso às especialidades de cardiologia, vascular, cabeça e pescoço, bucomaxilofacial, aparelho digestivo (exceto oncologia), urologia, ortopedia, ginecologia obstetrícia, neurocirurgia, oftalmologia, plástica reparadora e geral (não estética, para casos de queimaduras graves).

Números

Desde o dia 24 de fevereiro deste ano, quando foi inaugurado, até 28 de abril, foram realizadas 582 internações no novo Hospital – sendo 232 no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Na média geral, isso representa mais de nove internações por dia.

Do total de 346 cirurgias realizadas, as de traumatologia/ortopedia foram maioria, com 220 ou 60%. As demais 126 se dividiram entre as áreas de cirurgia geral, plástica, torácica, vascular, odontológica, neurológica, urologia e procedimento de anestesia.

Foram feitos ainda 32.689 exames – incluindo laboratoriais, Raio X, tomografia, ultrassonografia, endoscopia alta e baixa, além de transfusão de sangue – e 1.741 consultas.

SUS tem que reconstruir mama após cirurgia contra câncer

mama-16049 A partir de agora, as pacientes do Sistema Único de Saúde que fizerem cirurgia de retirada de mamas para combater o câncer terão direito por lei de ter suas mamas reconstruídas no mesmo procedimento.

Até hoje, a orientação do SUS era de que a retirada e a reconstrução fossem feitas num único procedimento, mas isso não estava previsto em lei. Com a sanção da lei, que teve origem na Câmara dos Deputados, as mulheres agora têm um instrumento que lhes permite exigir um procedimento que os profissionais da área consideram muito importante.

A mastologista Salete Rios afirmou que o estresse da retirada de mamas é muito alto. Ela relata que o momento de tirar o curativo e se ver sem mamas é extremamente triste e que eliminar esse sofrimento pode ajudar a paciente a dirigir suas energias para a cura.

“Quando a mulher tem um câncer, a mulher sofre muito pela própria doença. Quando ela perde a sua mama, ela tem a sensação de que ela está perdendo parte de sua feminilidade. Ela acha que o marido vai abandonar, que o namorado vai trocar por outra. E ela voltando, reconstituindo a sua mama durante o mesmo procedimento, ela não vai passar por esse tipo de estresse.”

Apesar de o SUS orientar que o procedimento seja padrão, a reconstrução mamária no sistema é de apenas 10% do total de mastectomias. Há falta de hospitais e profissionais e o valor pago pelo SUS aos profissionais é considerado muito baixo. O valor pago a toda a equipe médica é de R$ 148. Mas Salete Rios destaca a importância da previsão em lei.

“A importância dessa lei é que as mulheres vão poder, eventualmente, se o hospital não fizer, entrar na Justiça. Na verdade, a gente precisaria aumentar o número de médicos e hospitais especialistas.”

A cirurgia de reconstrução imediata de mamas só pode ser feita se houver indicação médica. Em casos de cânceres muito agressivos, em que há necessidade de radioterapia ou mesmo casos mais graves, pode haver necessidade de intervalo de seis meses a até dois anos entre a intervenção e a reconstrução.

Nesses casos, a mulher poderá requerer a reconstrução após esse período. Para a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jô Moraes, do PCdoB de Minas Gerais, é importante não só prevenir o câncer, mas também garantir a correção de suas sequelas.

“Garantir no Sistema Único de Saúde a possibilidade de as mulheres reconstruírem a sua mama significa reconhecer a cidadania plena daquelas que enfrentam dificuldade pessoal.”

Joana Jeker, que hoje tem uma organização de apoio a mulheres que passam por esse problema, levou três anos para conseguir reconstruir sua mama e afirma que o dia 25 de abril, dia da sanção da lei, é histórico.

“Foi um processo longo. Primeiro um processo de espera, depois entrada na fila e depois uma demora muito grande para finalizar a reconstrução. Foram três cirurgias. Eu tive de aguardar, entre uma cirurgia e outra, seis meses. Mas valeu muito a pena. Hoje em dia eu estou satisfeita com o resultado, muito feliz. Vida que segue, vida normal, me sentindo plena.”

O procedimento de reconstrução de mama no sistema privado de saúde pode custar, em Brasília, de R$ 5 mil a R$ 40 mil.

A garantia está na Lei 12.802/2013*, que entrou em vigor no dia 25 de abril deste ano. Até hoje, a orientação do SUS era de que a retirada e a reconstrução fossem feitas num único procedimento, mas isso não estava previsto em nenhuma legislação.

De Brasília – Agência Câmara

Secretaria de Saúde capacita agentes comunitários em Aracruz

Começou nesta segunda-feira (29), no Polo UAB, a Formação Inicial de Agentes Comunitários de Saúde do Espírito Santo para 30 profissionais de Aracruz. Os encontros seguem até o mês de agosto e tem por objetivo aprimorar os trabalhos que os agentes realizam nas residências e capacitá-los para que o município alcance as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e Governo Estadual. O curso é uma parceria entre a Secretaria de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Aracruz, por meio da Coordenação do Programa de Saúde da Família, e a Escola de Serviço Público do Espírito Santo (ESESP).

A secretária de Saúde, Nalva Bernadete Barros de Amorim, esteve na aula inaugural e informou que “o agente comunitário de saúde é o elo entre a comunidade e a unidade de saúde, por isso, é preciso conscientizar-se de sua responsabilidade, conhecendo a realidade de cada família e, também, ajudar o município a atingir metas, porque estamos com uma deficiência muito grande no número de visitas domiciliares e no cadastramento de novas famílias”, disse a secretária, lembrando que, com a informatização do sistema de saúde, os próprios agentes vão alimentar o sistema com informações sobre o acompanhamento das famílias. O subsecretário de Saúde, Anderson de Paula Santos Pereira e a coordenadora do Programa de Saúde da Família (PSF), Sostênia Serafim Souza, também estiveram no encontro.

Os temas abordados hoje foram “Processo Saúde Doença” e “Políticas Públicas de Saúde”. A capacitação será dividida em duas etapas: concentração, que consiste nas aulas teóricas, e a roda de dispersão, momento em que os agentes vão aplicar o que aprenderam na prática, dentro das unidades de saúde do município. Dentre os temas a serem discutidos estão: princípios e diretrizes do SUS; níveis de Atenção à Saúde; visitas domiciliares; conhecendo o perfil epidemiológico da comunidade; compreendendo o PACS e a ESF; discutindo o papel do ACS e a ESF; fortalecer o trabalho em equipe; vivenciando conflitos e construindo conceito de território.

O curso é ministrado pelas enfermeiras da Estratégia de Saúde da Família, Juliana Demuner Cardoso, Leilane Botan Bosi e Sheila da Penha Moraes que foram treinadas pela ESESP, que também forneceu material didático. Em contrapartida, o município dispõe dos profissionais, estrutura física, transporte e alimentação para agentes.

PS do Dório Silva será transferido para o Dr. Jayme Santos Neves

A partir de quinta-feira (02), às 07 horas, os atendimentos realizados no pronto-socorro do Hospital Estadual Dório Silva, na Serra, serão transferidos para o recém-inaugurado Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, no mesmo município.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), não haverá prejuízo para a população porque o Dório Silva continuará funcionando, mas com outro perfil de atendimento. Ou seja, não receberá mais casos urgentes, somente pacientes referenciados pela Central de Regulação da Secretaria. A proposta é transformá-lo em um Hospital com leitos de retaguarda e incluir novos serviços como leitos para geriatria e cirurgias eletivas – não urgentes.

Isso inclui acolher pacientes com alta dependência de cuidados que representam atualmente uma grande e crescente demanda para a saúde pública. São idosos com doenças crônicas e jovens com sequelas devido a acidentes no trânsito, sobretudo motocicletas.

Os profissionais e toda a estrutura hospitalar serão mantidos, incluindo os leitos intensivos (a maternidade irá para o novo Hospital no final do ano). Por isso, além de atendimento ambulatorial, serão ofertados procedimentos não urgentes em neurocirurgia, cirurgia vascular, ortopédica, geral e urológica. O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) também mudará para o novo Hospital na quinta.

O pronto-socorro do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves já começa a funcionar com 100% de capacidade, realizando até oito mil atendimentos por mês. Agora, além de pacientes encaminhados, o novo pronto-socorro estará preparado para receber demandas espontâneas também, além de remoções de urgência feitas pelo Samu 192, Bombeiros ou Polícia. Inaugurado há pouco mais de dois meses, o novo Hospital assumirá os serviços do Dório Silva, só que em maior escala.

Barganha pela vice de Renato Casagrande

O anúncio feito pelo presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal, de que o partido pleiteia a vaga de vice na chapa de Renato Casagrande (PSB), na próxima eleição, deixou o PT – que hoje é o dono da cadeira – de cabelo em pé.

Líderes do partido estariam estimulando o secretário Iranilson Casado (Desenvolvimento Urbano), pedetista, a disputar uma vaga na Assembleia, com o apoio dos Trabalhadores. A condição: que o PDT esqueça essa história de ser vice.

As fumantes e na menopausa: mais chances de enfartar

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(por Lívia Meneghel – [email protected])

O estresse no trânsito, a correria do dia a dia, jornadas intensas de trabalho são fatores que geram riscos a saúde tanto dos homens quanto das mulheres, podendo oferecer riscos para a saúde do coração. Mulheres que fumam e tomam pílulas anticoncepcionais tem 40% de chance a mais de sofre enfarto, assim como aquelas que sofrem de hipertensão, colesterol alto, diabetes, excesso de peso e pré-disposição na família.

Para diminuir a possibilidade de sofrer um derrame, é recomendável não fumar, pois as substâncias cancerígenas do cigarro, como a nicotina, potencializam as chances. Boa alimentação, prática de atividades físicas, diminuir o consumo de sal e evitar situações de estresse também ajudam.

A menopausa é um fator de risco, porque pode ocasionar um bloqueio no fluxo sanguíneo da artéria do coração e, como consequência disso, provocar um enfarto. O estrogênio e a progesterona, responsáveis por manter o PH da pele equilibrado e o útero preparado para receber uma gestação, respectivamente, deixam de ser produzidos pelo organismo. Por tanto, a reposição hormonal é recomendada.

“Outro fator que influencia são as pílulas anticoncepcionais, pois interferem na circulação e coagulação do sangue. Para evitar gestações indesejáveis, aconselho que outro método seja utilizado, como o dispositivo intra-uterino (DIU), camisinha, diafragma, entre outros”, explica o cardiologista Fritz Birkholz.

De acordo com Birkholz, os sintomas de enfarto no sexo feminino são diferentes do dos homens, pois muitas vezes se manifestam através de dores comuns, como uma dor no braço, abdômen, falta de ar ou até mesmo através de um cansaço atípico.

Informações

A hipertensão arterial (pressão alta) é uma doença crônica caracterizada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, obrigando o coração a realizar um esforço maior do que o normal para fazer o sangue circular.   De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a sua incidência passou de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010, sendo o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), com destaque para o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio, as duas maiores causas isoladas de mortes no país.