
Ele é jovem, destemido e um Workaholic assumido. Luis Felipe Salvador, tem 32 anos, é capixaba, com formação em engenharia de produção e com especialização em gerenciamento de projetos. Chegou a exercer a profissão, mas o sonho de empreender e ter o próprio negócio falou mais alto. “Foi aí que a Vòlia Cosméticos nasceu. Eu queria algo que pudesse criar e gerenciar desde o início, onde pudesse desenvolver os negócios da minha família para algo que eu me identificasse, que eu pudesse deixar a minha marca”, relembra. Hoje Luis Felipe comanda uma indústria que fabrica produtos para unhas de gel que é referência no segmento.

A Vòlia Cosméticos está presente em todos os 26 estados do Brasil, com venda oficial dos produtos, distribuídos entre mais de mil revendedores e pontos de venda. Esses, inclusive, fazem entregas internacionais também, colocando os produtos Vòlia nas mãos de centenas de milhares de mulheres por todo o mundo. A meta agora é levar a marca para toda costa do Atlântico. A coluna Nó de Gravata bateu um papo com o empresário para conhecer um pouquinho da sua trajetória.
NDG – Como começou o interesse pelo mercado de unha de gel?
LF – O interesse pelo mercado específico de unha de gel surgiu pelo meu interesse no segmento de beleza e cosméticos. Através de um viagem que fiz à Itália, em 2018, pude conhecer um pouco mais a fundo os nichos da área, e imediatamente meu interesse pelas unhas surgiu, devido ao fato de ser um mercado relativamente novo, em carência até então no Brasil, além de ser um nicho da beleza extremamente artístico, com infinidades de tendências, técnicas e efeitos, que a cada dia que passa se transforma mais e mais.
NDG – O mercado da beleza está em destaque. O Brasil é referência no consumo de cosméticos, como é pra você estar inserido em um nicho que só cresce?
LF – Para nós é uma honra e um desafio diário estar em evidência nesse nicho, à medida que o mercado cresceu, nesses 4 anos de empresa, nos vimos constantemente pegos em obstáculos como limites de produção, faltas de matéria prima durante a pandemia e limites de infraestrutura. Isso porque, logo no início, prevíamos uma saída X de produtos, número que escalou exponencialmente dentro de alguns meses do nascimento da marca. Tivemos que repensar, então, toda nossa estrutura física, maquinário, produção e mão de obra para atender a demanda do mercado nacional. Hoje, estar sob os holofotes do mercado das unhas no Brasil também representa uma pressão, devida nossa escala de produção e por sermos referência no segmento, temos expectativas a serem cumpridas, obrigações a serem mantidas, pois sabemos que muitas vidas dependem do nosso produto hoje, para o seu ganha pão diário.

NDG – O que representa a Vòlia Cosméticos para o mercado capixaba e também nacional?
LF – A Vòlia Cosméticos representa hoje a vitória do novo no mercado das unhas. Hoje somos a marca número um do Brasil ao se tratar de unhas de gel. Possuímos mais de 1 milhão de seguidores em nossas redes, contando apenas Instagram e Tik Tok. Representamos uma nova oportunidade aos milhares de representantes e revendedores, que prosperaram ao passar a revender Vòlia, e dependem do nosso produto para o giro diário em suas lojas. Representamos as centenas de milhares de profissionais do nicho, que hoje podem comprar um produto de qualidade, legalizado, a um preço acessível – e prosperaram suas vidas entregando beleza e autoestima para seus clientes.
NDG – Como foi a conquista da Vòlia no mercado digital? Que estratégia vocês usaram?
LF – A Vòlia nasceu e cresceu no mercado digital, e esse foi o principal diferencial para o nosso crescimento instantâneo. Não apenas fomos um dos primeiros do nicho a usar o marketing de influência, através de um programa de Embaixadores que criamos na marca (que hoje possui uma rede de mais de 200 profissionais influencers patrocinadas), mas também trabalhamos especialmente de perto com elas e as envolvemos em várias etapas da empresa, como criação do produtos, desenvolvimento de novas cores, mudanças de fórmulas, dentre outros. Dessa forma, garantimos que o marketing de influência não apenas terá um output verdadeiro e honesto, mas também, que os nossos produtos serão sempre condizentes com os requisitos e tendências do mercado. Em suma, entregamos a elas os produtos que elas precisam.
NDG – Como é o Luis Felipe empresário e Luis Felipe na vida pessoal?
LF – O Luis Felipe empresário e o Luis Felipe pessoal acabou se transformando em uma pessoa só desde que a Vòlia surgiu. Confesso que estou aprendendo agora a separar um pouco as coisas, mas no início, minha dedicação e comprometimento à marca foram essenciais para o alinhamento de tudo. Ainda hoje, é difícil por exemplo viajar a lazer e não aproveitar para fazer uma pesquisa de mercado, assistir um clipe e não ficar reparando nas unhas, ou ir até um museu e não se deixar inspirado em tendências. Sempre fui muito ligado à arte e hoje então posso juntar tudo que gosto em uma coisa só.

NDG – Em momentos de folga qual o programa preferido?
LF – Difícil citar apenas um! Estou sempre ligado em tendências e geralmente assisto lançamentos, dos mais populares aos obscuros. Mas, recentemente, confesso que estou obcecado por séries de true crime e documentais (baseadas em fatos reais), cheguei a fazer uma pesquisa das melhores das últimas duas décadas, e estou assistindo uma a uma.
NDG – Quais os próximos planos para a Vòlia?
LF – O próximo passo agora é levar a Vòlia oficialmente para o mercado internacional, a começar pela América do Norte, onde já possuímos os direitos de registro do nome Vòlia, o primeiro passo a se fazer para se estabelecer em um novo mercado. Ainda estamos desenvolvendo nosso modelo de negócio por lá, e resolvendo questões fiscais e de exportação, mas também tentando obter ao mesmo tempo o registro do nome em mais países. Esperamos que em breve a Vòlia Cosméticos esteja presente pelo mundo todo!
PING PONG
Uma viagem: uma eurotrip pelas capitais européias;
Uma comida: italiana;
Religião: respeito todas, mas sigo a minha própria;
Um sonho: ter ideias cada vez maiores, para continuar transformando vidas.











