Mesmo com a chegada do inverno se aproximando, os capixabas devem enfrentar temperaturas acima da média ao longo de junho. A previsão é do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que divulgou nesta semana o balanço climático de maio e as tendências para os próximos meses.
De acordo com o instituto, junho marca a consolidação do período seco no Espírito Santo, mas o comportamento das temperaturas deve fugir do esperado para a época. Os modelos climáticos apontam para máximas mais elevadas em todas as regiões do Estado, especialmente no Norte e no Noroeste capixaba.
Segundo o levantamento, maio já apresentou temperaturas acima do normal para o outono. Em municípios como Itaguaçu e São Roque do Canaã, os termômetros ultrapassaram os 30°C durante o mês, enquanto a combinação entre calor, baixa umidade e pouca chuva contribuiu para o agravamento do déficit hídrico em todo o Estado.
Para junho, a expectativa é de que as mínimas permaneçam amenas, principalmente nas regiões Serrana e Sul, onde episódios pontuais de frio podem ocorrer com a chegada de massas de ar polar. No entanto, durante o dia, o calor deve continuar predominando.
“O aumento gradual da amplitude térmica é uma característica típica desta época do ano”, destaca o relatório. Isso significa que os capixabas poderão sentir manhãs mais frias e tardes relativamente quentes, sobretudo no interior do Estado.
Menos chuva e mais calor
Além das temperaturas acima da média, junho também será marcado pela redução das chuvas. Embora os modelos indiquem precipitações ligeiramente acima da média histórica, os volumes previstos permanecem baixos e característicos do período seco.
Os acumulados devem variar entre 20 e 90 milímetros, com os maiores registros esperados para as regiões Sul e Serrana. Já o Norte e o Noroeste devem continuar apresentando os menores volumes de chuva.
O cenário preocupa principalmente porque maio terminou com déficit hídrico em todos os 31 municípios monitorados pelo Incaper. Em diversas localidades, o volume de chuva foi insuficiente para compensar a perda de água provocada pela evaporação e pela transpiração das plantas.
Risco de incêndios aumenta
A combinação entre calor acima da média, baixa umidade do ar e vegetação mais seca também aumenta o risco de incêndios florestais nos próximos meses.
O alerta é direcionado especialmente para as regiões Norte, Noroeste e Serrana, onde a estiagem tende a se intensificar durante o inverno. O Incaper recomenda que produtores rurais reforcem medidas preventivas e que a população evite práticas que possam provocar queimadas.
Além disso, especialistas orientam atenção à hidratação e aos cuidados com a saúde durante os períodos mais quentes do dia, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
A previsão climática para o trimestre entre junho e agosto mantém a tendência de temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, incluindo o Espírito Santo, reforçando a perspectiva de um inverno mais quente do que o habitual em 2026.









